Testar automóveis em pistas cobertas de neve, vias sinuosas ou ambientes desérticos sem sair de um laboratório já é uma realidade no Brasil. A fabricante norte-americana utiliza um simulador de última geração em seu Centro de Desenvolvimento e Tecnologia, situado no município de Tatuí, no interior de São Paulo, para recriar qualquer estrada do planeta de forma virtual.
Como funciona a tecnologia de simulação
Em operação desde o ano de 2023, a ferramenta reproduz cenários de rodagem variados em um ambiente totalmente controlado. A principal vantagem é a capacidade de repetir o mesmo teste várias vezes, alterar peças de forma virtual e confrontar diferentes ajustes antes de iniciar as avaliações práticas no mundo real.
Estrutura e imersão visual
Para garantir total fidelidade, o equipamento possui uma tela curva com 4,5 metros de extensão e um campo de visão de 210 graus. O processamento gráfico fica a cargo de seis computadores de alto desempenho, responsáveis por projetar os cenários virtuais e simular as exatas condições de qualquer pista selecionada pelos engenheiros.
O foco principal do uso dessa tecnologia está na evolução de sistemas de suspensão, direção e pneus. Dessa forma, a equipe consegue antecipar reações do automóvel e testar soluções sem a necessidade exclusiva de montar protótipos físicos para cada fase do projeto automotivo.
Redução de custos e inteligência artificial
A metodologia também emprega gêmeos digitais de peças, permitindo que componentes como os pneus ganhem versões virtuais. Isso possibilita analisar o impacto de características específicas na dinâmica veicular de maneira ágil e eficiente.
Com a eliminação de alternativas inviáveis antes mesmo da fase de testes práticos, o processo se torna mais econômico e rápido. Além disso, a marca estuda aplicar inteligência artificial para refinar os modelos matemáticos, aproximando cada vez mais a simulação da realidade.
Em suma, a estrutura permite recriar trajetos variados, repetir avaliações com exatidão, testar suspensões, criar réplicas virtuais de peças e diminuir os gastos globais de engenharia por meio de inovações avançadas.








