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Motorista de app é denunciado por ameaças e assédio em grupo

Suspeito enviou fotos de armas e conteúdos pornográficos após ser removido de comunidade de profissionais por tentar burlar regras.

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Armas, pornografia e ameaças: motorista de app toca terror em grupo de zap

Um grupo de motoristas de aplicativo, conhecido como Motoristas Unidos, registrou uma ocorrência na 38ª Delegacia de Polícia, em Vicente Pires, após ser alvo de uma série de ataques virtuais. Um ex-integrante do grupo passou a enviar fotos de armas, conteúdos de cunho sexual e mensagens intimidatórias aos colegas após ter sido expulso por descumprir normas internas da comunidade.

Motivação da expulsão e início do assédio

O conflito teve origem quando o suspeito questionou outros membros sobre como criar contas falsas na plataforma de transporte. O objetivo seria contornar um bloqueio sofrido anteriormente por dirigir sem cinto de segurança. O administrador do grupo, Marcel Eiras, 51 anos, detalhou a postura do homem: “Ele perguntou quem sabia fazer conta fake no aplicativo para ele rodar, já que ele tinha sido bloqueado por andar sem cinto de segurança. Explicamos que isso não era correto, e ele não gostou. Tivemos que deletá-lo do grupo”.

Ameaças e importunação sexual

Cinco dias após a exclusão, o suspeito começou a contatar os motoristas individualmente. Entre as vítimas, uma mulher de 41 anos foi alvo de mensagens de cunho sexual e fotos de nudez. Ao relatar o episódio, a motorista afirmou: “Eu me senti assediada, invadida e constrangida, como se eu fosse um lixo. Como uma pessoa que nem me conhece manda esse tipo de mensagem?!”.

Além do assédio, o clima de medo se instalou quando o investigado passou a exibir armamento para impedir denúncias. Ao ser confrontado por um dos integrantes sobre a possibilidade de acionar as autoridades, o homem enviou a foto de uma pistola com a ameaça: “Vagabundo, você também vai tomar”.

Critérios de seleção do grupo

A comunidade possui regras rígidas para garantir a segurança dos membros. Os administradores realizam uma triagem criteriosa, exigindo comprovação da atividade profissional, como prints da conta no aplicativo e avaliações de passageiros, para evitar a entrada de pessoas mal-intencionadas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as condutas de assédio sexual e as ameaças graves feitas pelo suspeito.

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