A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) efetuou a prisão, nesta quarta-feira (14/10), de Tancredo Pereira da Silva, de 41 anos. Ele é apontado pelas autoridades como o segundo envolvido no assassinato do cantor Alan Tons e de Larissa Rodrigues de Paula, mortos a tiros dentro de casa no último domingo (11/10).
Detalhes da investigação e depoimento do motorista
De acordo com apurações policiais, um motorista de aplicativo foi responsável por transportar Tancredo até o endereço onde ocorreu o crime. Durante o percurso, o investigado teria conversado com o condutor sobre uma suposta traição.
“Tem um cara aí que deu em cima da minha mulher. Ele falou: ‘Não, eu vi nas câmeras e estão indo lá, vão matar esse cara’. Daí ele mostrou: ‘Olha o que eu estou levando para ele aqui’”, relatou o motorista, ao mencionar a pistola e os dois carregadores que o suspeito teria mostrado.
O segundo suspeito morava anteriormente no mesmo lote que as vítimas e que João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, apontado como o primeiro autor do crime. Tancredo havia deixado o local há menos de um mês e teve a prisão temporária decretada por 30 dias. Embora tenha sido reconhecido pelo motorista, ele nega participação no duplo homicídio.
Motivação por trás do crime
O primeiro suspeito, João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, foi preso ainda no domingo (11/10). A corporação acredita que o crime foi cometido por vingança, já que o casal costumava intervir nas agressões que João Victor praticava contra a própria companheira e acionava a polícia com frequência.
O casal vivia no mesmo complexo de kitnets que o agressor, localizado na QNM 22, em Ceilândia (DF). O principal suspeito já havia sido detido duas vezes por violência doméstica, mas acabou liberado após a companheira não dar seguimento às denúncias. Após deixar o imóvel, ele teria jurado vingança contra os vizinhos.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada pela manhã e encontrou as vítimas sem vida no interior da residência. Enquanto João Victor se entregou na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) acompanhado de um advogado e negou o envolvimento, as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica do crime.








