O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, manifestou-se sobre a morte de Gustavo Munis, de 20 anos, atingido por 27 disparos durante uma abordagem policial no último sábado (10/10). Para o titular da pasta, a ação dos agentes, que efetuaram um total de 45 tiros, deve ser interpretada como “legítima defesa”.
Contexto da abordagem policial
De acordo com o secretário, a dinâmica do confronto foi influenciada pela baixa visibilidade da madrugada e pela postura do jovem, que teria corrido após receber ordem de parada. Nico destacou a “posição tática” adotada por Gustavo, que empunhou o aparelho celular contra os militares, fazendo com que os policiais acreditassem estar diante de uma arma de fogo.
Em entrevista, o secretário ressaltou que a situação é lamentável e afirmou que “ninguém queria que isso acontecesse”. Sobre o estado dos agentes envolvidos, ele pontuou que os militares estão “muito abalados” e que receberão acompanhamento psicológico durante o período de afastamento das funções operacionais.
Investigação sobre o uso de força
A questão sobre o excesso de disparos ainda é um ponto central na apuração. Segundo Osvaldo Nico Gonçalves, é prematuro emitir um veredito antes da conclusão dos laudos periciais, que devem ser finalizados nos próximos dias.
O caso envolve quatro policiais militares que realizaram a sequência de tiros. Gustavo Munis, que atuava como jovem aprendiz e não possuía registros criminais, foi atingido em diversas partes do corpo, incluindo cabeça e tórax. O episódio ocorreu em Moema, na zona sul da capital paulista, após os agentes serem acionados para uma ocorrência de tentativa de suicídio.
Medidas administrativas e nota oficial
Os quatro policiais foram afastados preventivamente no domingo (11/10). A Secretaria da Segurança Pública (SSP) reforçou que a conduta dos envolvidos é alvo de um Inquérito Policial Militar (IPM) e de investigações da Polícia Civil.
Em comunicado oficial, a pasta enfatizou seu posicionamento: “A SSP não tolera desvios de conduta dos seus agentes e, constatadas irregularidades, os profissionais serão punidos com rigor. As armas dos policiais e o celular da vítima foram apreendidos para perícia. As imagens registradas pelas câmeras corporais durante a ação também foram solicitadas para análise”.








