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Janones ironiza suspensão de canal pró-Lula durante votação 6×1

Decisão do ministro Nunes Marques, do TSE, tirou o grupo do ar por 48 horas, mas a plataforma já teve o retorno autorizado pela Justiça.

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Janones ironiza canal de Lula suspenso em votação da 6x1: "Coincidência"

O deputado federal André Janones (Rede-MG) utilizou suas redes sociais para questionar a suspensão temporária do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, determinada pelo ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida coincidiu com o período de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar a escala de trabalho 6×1 no país.

Retorno autorizado pelo TSE

Embora o canal tenha sido alvo de bloqueio, o ministro Nunes Marques já autorizou a retomada das atividades da comunidade. A decisão ocorreu após a equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizar o registro oficial do canal como um dos endereços eletrônicos vinculados à candidatura junto à Justiça Eleitoral. Contudo, o restabelecimento não é instantâneo: o canal só poderá voltar a receber novos seguidores e publicar conteúdos 48 horas após a conclusão do registro oficial.

Críticas de Janones sobre a coincidência

Ao comentar o episódio em um vídeo publicado nesta terça-feira (13/10), o parlamentar mineiro levantou suspeitas sobre o timing da punição aplicada ao seu canal de mobilização digital. Janones afirmou: “Uma grande coincidência. Nosso canal foi suspenso por 48 horas, mas não 48 horas qualquer, é nas 48 horas que vai ser votada o fim da escala 6×1”.

Impacto na mobilização popular

O deputado destacou a importância da ferramenta para a comunicação direta com o eleitorado, lamentando o período de inatividade. Em sua declaração, ele reforçou a relevância da plataforma: “Durante a votação do projeto mais importante do país nas últimas décadas, nosso canal, que mobiliza, que fura a bolha, que chega no trabalhador que vai ser beneficiado, estará fora do ar”.

O caso ilustra o crescente debate sobre o papel das redes sociais e dos grupos de mensagens instantâneas na estratégia política e na regulação das campanhas eleitorais pelo Judiciário brasileiro.

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