O presidente norte-americano Donald Trump emitiu um duro aviso nesta quinta-feira (13/10) e ameaçou tomar medidas contra o grupo iemenita que controla partes do Iêmen logo após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Repercussão no mercado de petróleo Através de sua rede social Truth, o republicano afirmou que a organização está “se comportando muito mal” e os acusou de estarem “tentando propositalmente aumentar os preços do petróleo” antes do pleito que pode alterar a dinâmica do Congresso norte-americano.
A mensagem direta do presidente Para ilustrar a gravidade da situação, Trump publicou a seguinte declaração: “Alguém deveria explicar a eles que eu não estou concorrendo às eleições, eu já ganhei, COM UMA VITÓRIA ESMAGADORA, mas estarei lá depois das eleições, e jamais me esquecerei”.
Origem e contexto do conflito no Iêmen Surgido na década de 1990, o movimento é formado por adeptos do zaidismo, vertente do islamismo xiita. A facção assumiu o controle de regiões iemenitas em 2014, deflagrando uma longa guerra civil. Em resposta, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio militarmente a partir de 2015 para apoiar o governo oficial.
Apoio iraniano e rota do Mar Vermelho Contando com o respaldo do Irã e alinhados à causa palestina, os insurgentes passaram a alvejar embarcações comerciais ligadas a Israel no Mar Vermelho após a deflagração do conflito na Faixa de Gaza. Como consequência, forças conjuntas dos EUA e do Reino Unido bombardearam posições rebeldes entre 2024 e 2025.
Impacto econômico e cenário político A recente quebra do cessar-fogo com os sauditas no segundo semestre de 2026 elevou o barril do petróleo brent acima de US$ 106. O cenário geopolítico e econômico pressiona a administração republicana, que enfrenta índices de desaprovação próximos a 65% na véspera da votação legislativa.








