A minissérie Profundezas tornou-se o novo fenômeno do catálogo da Netflix e assumiu a liderança das produções mais assistidas do serviço de streaming nesta segunda-feira (12/10). Dividida em seis episódios, a história acompanha o pescador viúvo Calvin Penney, interpretado por Josh Hartnett, que reside na comunidade remota de Snooks Arm, em Terra Nova, Canadá.
O enredo e a consultoria científica
A tranquilidade do vilarejo é quebrada quando uma colossal criatura marinha aparece no litoral, dando início a investidas aterrorizantes e instaurando o pânico entre os habitantes locais.
Para conferir autenticidade ao enredo, o produtor Jesse McKeown buscou a orientação da bióloga marinha Annie Mercier, responsável por fundamentar os aspectos científicos da obra. Contudo, a narrativa também emprega elementos puramente imaginários para estruturar seu roteiro.
A ciência por trás da criatura
As lulas gigantes realmente existem no mundo real? A resposta é afirmativa. A consultora científica esclareceu ao portal oficial da Netflix que esses cefalópodes atingem dimensões entre 10 e 15 metros e possuem os maiores globos oculares de todo o reino animal.
“Quando encontramos os restos de cefalópodes, eles já sofreram um pouco de decomposição, então provavelmente eram ainda maiores enquanto estavam vivos”, afirmou a especialista.
Além de orientar a equipe, a trajetória de Annie Mercier serviu de base para a criação da personagem Fonda Howander, papel assumido por Mackenzie Davis na ficção, garantindo maior rigidez científica à narrativa.
Fatos versus licença poética
Apesar da existência comprovada desses animais marinhos, investidas violentas contra seres humanos, tal como aparecem na tela, divergem totalmente das características reais da espécie. A pesquisadora ressalta que a probabilidade de esses animais abandonarem as profundezas oceânicas para agredir pessoas é remota.
“Elas não têm força no esqueleto para ferir algo acima da água”, explicou a bióloga.
Por outro lado, o impacto ambiental abordado em determinado momento da trama — quando Fonda atribui a morte dos filhotes da criatura à variação térmica da água — reflete um temor autêntico da comunidade científica diante das alterações nos ecossistemas marinhos globais.
“Sempre pensamos na temperatura, mas até a própria química da água está diferente por causa das mudanças climáticas”, destacou Annie.
A produção equilibra elementos do mundo natural com o suspense dramático para prender a atenção do público até o desfecho.








