A capital paulista registrou atos de vandalismo e depredação em entradas da Linha 2-Verde do Metrô durante uma manifestação política realizada no centro da cidade.
Vandalismo e bloqueio de estações
Conforme informações repassadas pela Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP-SP), um boletim de ocorrência está sendo formalizado pelo Metrô nesta segunda-feira (12/10). Registros compartilhados em plataformas digitais evidenciam vidros pichados na Estação Trianon-Masp, além de manifestantes posicionados sobre as estruturas com cartazes contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Bancas de jornal da região também foram alvo de vandalismo.
Durante a dispersão do público, a Polícia Militar (PM) determinou o fechamento de acessos na Avenida Paulista. O órgão policial justificou a ação afirmando que as estações Trianon-Masp (Linha 2-Verde) e Paulista (Linha 4-Amarela) tiveram as entradas e saídas bloqueadas “em razão de ocorrências envolvendo depredação e tumulto”. Em contrapartida, o Metrô emitiu uma nota divergente declarando que “a medida segue os protocolos de segurança operacionais adotados para situações de demanda excepcional.”
Discursos e foco na campanha
O evento político na Avenida Paulista teve como eixos centrais a mobilização pela democracia e a tentativa de engajar o eleitorado que não compareceu às urnas no primeiro turno da disputa presidencial.
Durante o evento, o candidato à Presidência abordou as demandas populares colhidas ao longo de sua trajetória eleitoral e destacou a importância do regime democrático.
“Esse país não pode perder a democracia por pior que ela seja”, afirmou Lula.
O candidato também enfatizou a necessidade de engajamento popular para o segundo turno da eleição.
“Temos agora uma responsabilidade muito grande: tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. […] Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais o direito de votar. Porque 60 anos ou 70 anos não transforma a pessoa em inútil. Se a pessoa não quer votar por ele, ele tem filho, filha, neto, bisneto, e a pátria dele para ele cuidar”, disse Lula.
Contexto da disputa eleitoral
O ato político reuniu figuras de destaque, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o governador reeleito do Ceará, Elmano de Freitas (PT), além de artistas que criticaram declarações recentes de Flávio Bolsonaro a respeito de alterações na Constituição.
A estratégia da campanha petista busca reverter o panorama estabelecido no primeiro turno, momento em que Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, enquanto o petista registrou 45,16%. O pleito também foi marcado por um índice histórico de abstenção, contabilizando 33 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 21,08% da população apta a votar.








