O corte de impostos sobre combustíveis com o objetivo de obter ganhos eleitorais já foi alvo de críticas de Fernando Haddad. Na ocasião, porém, o alvo não era a medida adotada por Lula, mas a desoneração promovida pelo governo Bolsonaro.
A reoneração em 2023
Em fevereiro de 2023, cerca de dois meses após assumir o Ministério da Fazenda, Haddad foi às redes sociais avisar que iria reonerar os combustíveis, já que as medidas adotadas por Bolsonaro comprometeram a sustentabilidade fiscal do país.
“Precisamos recompor as receitas que foram prejudicadas pelo governo anterior ao tentar reverter o quadro das eleições com medidas demagógicas que comprometeram muito a sustentabilidade fiscal do Brasil para 2023”, disse o então recém-empossado ministro da Fazenda.
Naquela época, o titular da Fazenda apontou que manteria o benefício fiscal apenas para o óleo diesel e para o combustível de aviação.
Impacto nos preços ao consumidor
Por outro lado, o etanol e a gasolina voltaram a ser tributados, com a retomada de impostos de R$ 0,02 e R$ 0,47 por litro, respectivamente.
“Com a redução de R$ 0,13 pela Petrobras, o cidadão vai sentir o reajuste da gasolina em R$ 0,34”, completou o ministro na ocasião.
Novo pacote de Lula
Já na sexta-feira (9/10), a 16 dias do segundo turno das eleições, o governo Lula anunciou um pacote com quatro medidas para conter a alta dos combustíveis. A principal delas é zerar os impostos federais sobre a gasolina.
Com essa decisão, o Tesouro Nacional abrirá mão de cerca de R$ 5,2 bilhões por mês. Desse montante total, R$ 2,8 bilhões correspondem à gasolina, R$ 1,6 bilhão ao diesel e R$ 800 milhões ao etanol.








