O Tribunal Superior Eleitoral determinou neste domingo (11) a suspensão do canal de WhatsApp voltado à mobilização de eleitores, acatando uma solicitação formal da campanha do candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) contra o deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG).
A reação do parlamentar “A censura já começou”, declarou Janones nesta tarde, em um vídeo nas redes sociais.
A acusação da coligação adversária A representação jurídica apresentada pelo grupo do candidato do PL argumenta que a estrutura digital era empregada para espalhar dados falsos e ataques direcionados a Flávio Bolsonaro, contando com o aval do postulante à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Uso de recursos públicos Conforme a denúncia protocolada na Corte, o grupo utilizava o aplicativo de mensagens para coordenar o envio de tarefas de compartilhamento em massa, havendo suspeitas de utilização de verbas de campanha para impulsionar material de propaganda negativa.
A defesa do deputado Reeleito com aproximadamente 79 mil votos, o congressista rejeita todas as imputações levantadas pelos adversários políticos. Durante transmissão ao vivo realizada pelo Instagram na noite de sábado (10), ele argumentou que a plataforma digital ainda estava em fase inicial de cadastramento de participantes e repasse de instruções operacionais, sem disparar nenhum conteúdo jornalístico ou de campanha.
“Eu não divulguei uma notícia lá. Vocês, esses [então] 3,2 milhões de soldados do presidente Lula que estão lá não me deixam mentir. Vocês sabem que não foi divulgado nada ainda”, afirmou.
Próximos passos na campanha O parlamentar mineiro avalia que a movimentação jurídica dos oponentes reflete receio em relação à sua capacidade de articulação digital.
Apesar das vedações impostas pela Justiça Eleitoral, que o impedem de abrir novas ferramentas similares, o deputado garantiu que manterá sua estratégia de engajamento por meio do Instagram. “Nós não vamos nos calar, vamos continuar”, afirmou.








