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Brasileiro atingido por onda dá passos após perder movimentos

Administrador de Águas Claras surpreende médicos com recuperação rápida e já planeja voltar a surfar após grave acidente.

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Brasiliense atingido por onda dá primeiros passos após perder movimentos

Duas meses após sofrer um grave traumatismo raquimedular cervical em decorrência do impacto de uma onda na Praia de Maracaípe, em Recife (PE), o administrador Filipe de Freitas, de 41 anos, morador de Águas Claras (DF), surpreende a equipe médica com sua rápida evolução e já consegue dar seus primeiros passos com o auxílio de muletas.

A jornada de reabilitação e os avanços na mobilidade

O acidente ocorreu em 10 de agosto, durante uma viagem em família planejada para amenizar o luto após o falecimento do avô. A força da água tirou temporariamente os movimentos dos braços e das pernas de Filipe, exigindo uma cirurgia nas vértebras C4 e C5 em Pernambuco antes do retorno a Brasília, realizado no final de agosto.

A rotina de tratamento do brasiliense é intensa, estendendo-se das 7h às 20h de segunda a sexta-feira, dividida entre uma clínica especializada na Asa Norte e o Hospital Sarah Kubitschek, na Asa Sul. O esforço diário em sessões de fisioterapia e treino de marcha tem gerado resultados expressivos na recuperação da força muscular e do equilíbrio.

Superação e retorno às atividades cotidianas

A transição nos equipamentos de apoio aconteceu de forma acelerada. Após iniciar com um andador de duas rodas, o paciente passou rapidamente para o modelo de quatro rodas e, recentemente, adotou as muletas para trajetos menores, reservando a cadeira de rodas apenas para grandes distâncias, como em shoppings.

Além de caminhar, o administrador já consegue nadar e tocar violão, ainda que com adaptações. O otimismo diante do processo é apontado por familiares e profissionais de saúde como um diferencial importante para o prognóstico positivo. A rede de apoio também se fez presente por meio de amigos, que criaram uma escala de transporte para levá-lo diariamente às terapias, garantindo também o convívio social.

O foco agora está no futuro e na superação definitiva do trauma. Embora a irmã e empresária Paula Torres, de 40 anos, ainda guarde receio do mar devido a um episódio de afogamento na infância, Filipe mantém o desejo intacto de retornar ao esporte que ama.

“Ele falou assim: ‘É o quê? Trauma do quê? Eu não vejo a hora. Iremos surfar de novo”, contou a irmã.

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