O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quarta-feira (14/10) que o Kremlin demonstrou um “desrespeito ostensivo em relação aos Estados Unidos” ao lançar uma ofensiva massiva contra o território ucraniano. A investida militar utilizou 39 mísseis balísticos e mais de 120 drones de ataque e munições ociosas, tendo como principal alvo a rede de energia de Kyiv e de outras regiões.
Impacto na rede elétrica e consequências
De acordo com o líder ucraniano, a ação militar sabotou diretamente o entendimento de trégua parcial mediado por Washington. No domingo (11/10), Donald Trump havia divulgado que os dois países tinham estabelecido um pacto focado na proteção da infraestrutura energética.
“A Rússia não considera as declarações do presidente americano fortes. Infelizmente, pelo menos 600.000 pessoas agora estão sem energia. Os apagões podem se tornar ainda mais generalizados. Infelizmente, há danos significativos em instalações e equipamentos – em 26 instalações de nosso sistema elétrico e quatro instalações no setor de petróleo e gás”, relatou Zelensky.
Pedido de sanções e armamentos
Diante da escalada dos bombardeios, o governo de Kyiv apelou para que Washington adote medidas econômicas duras contra Moscou. A administração ucraniana também solicitou o envio urgente de novos sistemas de defesa antiaérea para conter as ofensivas aéreas do Kremlin.
“O presidente americano tem todas as ferramentas eficazes e necessárias para aproximar a paz por meio de força, justiça e pressão sobre o agressor. Pedimos pacotes adicionais de interceptores de mísseis Patriot para a Ucrânia. É inteiramente justo que digamos aos Estados Unidos, à Europa e a todos os nossos parceiros que nenhum país no mundo deve ser deixado sozinho para enfrentar um ator tão desequilibrado e pró-guerra como a Rússia”, disse.
Divergências sobre o cessar-fogo
A trégua parcial anunciada anteriormente não contou com uma confirmação formal por parte de Moscou, gerando incertezas diplomáticas. A medida de Washington ocorreu logo após desentendimentos públicos entre os líderes americano e ucraniano a respeito de operações contra refinarias e dos custos dos combustíveis nos Estados Unidos.
“A Ucrânia quer paz. A questão é se a Rússia quer. As Forças Armadas da Ucrânia receberam todas as ordens apropriadas. Estamos aguardando detalhes claros do diálogo entre os Estados Unidos e a Rússia – e esperamos que Putin cumpra o que o presidente Trump disse”, afirmou o ucraniano.








