Integrantes da campanha à reeleição do presidente Lula avaliaram que as manifestações ocorridas em grandes centros urbanos durante o fim de semana e o feriado injetaram ânimo na base petista, embora ainda não tenham alcançado o eleitorado neutro.
Análise interna do impacto dos atos
Segundo a avaliação de aliados, os protestos refletiram o engajamento dos apoiadores após o primeiro turno da disputa eleitoral. Na ocasião, Flávio Bolsonaro (PL) terminou a contagem com vantagem de quase dois pontos percentuais à frente do atual presidente.
Apesar da alta adesão, interlocutores reconhecem que o público presente nos locais de protesto foi composto prioritariamente por simpatizantes já fidelizados, sem atrair de forma significativa a parcela de eleitores que continuam indecisos.
“Deu um suspiro, mas não eram as pessoas neutras que foram nos atos. Foi o furor e a raiva da militância que fizeram lotar, mas isso ainda não converte os indecisos”, avaliou à coluna, sob reserva, uma liderança petista da campanha.
A estratégia da escala 6×1
Diante desse cenário de engajamento restrito à base, a estratégia traçada pela coordenação política aposta em pautas de grande apelo popular para ampliar o diálogo com a sociedade civil e alcançar novos públicos nas próximas semanas.
A expectativa da base aliada é que a mobilização em torno da aprovação da PEC do fim da escala 6×1, cuja votação está prevista para acontecer nesta semana no Senado Federal, sirva como o principal veículo para romper as barreiras atuais e atrair o eleitorado independente para a órbita governista.








