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Gráfica ligada a investigado por fake news fatura R$ 3 milhões

Empresa de empresário alvo da Polícia Federal recebeu repasses de grandes lideranças e partidos políticos na campanha eleitoral fluminense.

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Gráfica de alvo da PF faturou R$ 3 milhões com candidatos do RJ

A gráfica Mavimix Adesivos Decorativos, pertencente a um empresário que já foi alvo de mandado de prisão da Polícia Federal, acumulou uma receita de R$ 3,1 milhões prestando serviços para campanhas políticas e partidos no estado do Rio de Janeiro durante o pleito.

Grandes clientes no cenário político fluminense

Entre os principais contratantes da empresa estão o diretório estadual do PSD e lideranças partidárias de expressão nacional, movimentando valores expressivos do fundo eleitoral.

O diretório regional do PSD liderou os pagamentos à Mavimix, injetando R$ 854 mil na companhia. Logo em seguida apareceu Antônio Rueda, dirigente máximo do União Brasil e eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, que destinou R$ 546 mil à mesma gráfica por serviços prestados.

Outros negócios e conexões partidárias

Além da Mavimix, o proprietário do estabelecimento também comanda a Mil Comunicação e Eventos, firma que absorveu R$ 382,8 mil em recursos públicos de campanha.

Essa segunda agência atendeu nomes como Renan Ferreirinha, parlamentar federal eleito pelo PSD fluminense, e Ione Maria Dias Barbosa, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL. Ferreirinha repassou R$ 344 mil à empresa, enquanto Ione Barbosa quitou faturas de R$ 37,8 mil.

Investigações da Operação Teatro Invisível

O dono da gráfica, Roberto Pinto dos Santos, acabou detido em setembro de 2024 sob a acusação de liderar uma rede criminosa especializada na disseminação de notícias falsas por meio de abordagens simuladas em espaços públicos.

De acordo com o inquérito conduzido pela corporação policial, a organização utilizava servidores públicos cedidos por administrações municipais da Baixada Fluminense para manipular o eleitorado com informações inverídicas sobre oponentes. Apesar da detenção inicial, o empresário foi liberada duas semanas depois e atualmente responde aos processos em liberdade na justiça fluminense.

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