A escolha da deputada federal eleita Ana Elisa para atuar como consultora de mídias digitais gerou forte mal-estar entre os estrategistas da candidatura do presidente da República.
O impacto das postagens na disputa eleitoral
Nos bastidores da disputa, lideranças do Partido dos Trabalhadores expressaram preocupação com publicações feitas pela parlamentar no passado, que agora são amplamente utilizadas por opositores para desgastar a imagem de Lula.
O receio principal da coordenação é que a associação entre o candidato e a jovem parlamentar reforce a vantagem de Flávio Bolsonaro durante a reta final do segundo turno, período em que o eleitorado costuma reagir de forma intensa a polêmicas ideológicas.
Controvérsias sobre aborto e igrejas
Diferentes publicações resgatadas por parlamentares oposicionistas abordam assuntos delicados que a cúpula governista prefere evitar, com menções a templos religiosos, interrupção da gravidez e controle de plataformas digitais.
Diante da repercussão negativa, aliados sugeriram inicialmente a desativação dos perfis da petista, mas a versão oficial apresentada pela parlamentar diverge dessa orientação.
A deputada esclareceu o motivo da suspensão: “A campanha não pediu, eu sigo atuando na ajuda à campanha do presidente Lula. [Minha rede social] está suspensa até conseguirmos chegar à PF hoje e enviarmos todas as ameaças de morte que recebemos de ontem para hoje”.
Reação da base aliada
Para conter os danos perante o eleitorado religioso, outros quadros do partido iniciaram uma ofensiva digital para esclarecer a posição oficial do chefe do Executivo sobre crenças e liberdades religiosas.
O posicionamento foi reforçado publicamente por aliados: “Para deixar claro: nem eu nem o presidente Lula defendemos que se feche igreja alguma. Tanto eu, tanto Lula somos católicos. Qualquer outra narrativa é mentira da extrema-direita e não corresponde com que o presidente Lula pensa. Foquem em virar votos”.
A controvérsia evidencia os desafios de comunicação enfrentados pela coligação na tentativa de blindar a imagem presidencial contra ataques concentrados na internet.







