A equipe da deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) classificou como mentirosa a postagem compartilhada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nesta quinta-feira (8/10). Na imagem divulgada pelo parlamentar, que seria de outubro de 2022, a petista supostamente faria a defesa do encerramento das atividades de templos religiosos.
Medidas judiciais e perícia técnica
Diante da repercussão do caso em Belo Horizonte, a parlamentar mineira informou que irá recorrer à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público para responsabilizar os envolvidos pela difusão do material adulterado.
“O tweet é falso. Ana nunca o escreveu, ele não existe no histórico de sua conta, e ela jamais defendeu o fechamento de igreja alguma”, declarou a assessoria por meio de nota oficial. Os representantes da petista ainda solicitarão uma perícia técnica para atestar a falsificação do registro digital, destacando que a política contava com apenas 17 anos no período citado pela postagem. “Forjaram uma mensagem, atribuíram a uma adolescente e a usaram contra uma mulher eleita”, pontua o comunicado.
Contexto político e histórico na Justiça
O episódio ocorre após o pleito em que Ana Elisa conquistou mais de 524 mil votos, consolidando-se como a segunda candidata a deputado federal mais votada em Minas Gerais, ficando atrás apenas de Nikolas. Desde que passou a integrar ativamente a campanha digital para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a equipe relata um aumento drástico em episódios de violência virtual, incluindo ofensas raciais e intimidações graves.
“A minha equipe desativou a minha conta no Twitter porque nós estava recebendo ameaça de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e ameaça de estupro”, revelou a deputada em gravação publicada nas plataformas digitais.
Historicamente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia imposto sanções similares ao parlamentar oposicionista. Em 2022, a Corte determinou de forma unânime a veiculação de direito de resposta após a propagação de conteúdos que relacionavam a candidatura petista ao fechamento de templos e perseguição religiosa, rotulando as alegações como manifestamente inverídicas.
Esclarecimentos sobre publicações antigas
Além da suposta montagem, a assessoria apontou que postagens reais do passado da deputada, escritas quando ela era menor de idade, foram resgatadas e descontextualizadas pelos adversários. A católica praticante assumiu a autoria dos textos antigos, pediu desculpas a eventuais ofendidos e pontuou que possui um posicionamento distinto atualmente. A nota reforça ainda o compromisso da futura parlamentar com o Estado laico, a liberdade de culto e os valores democráticos, assegurando a continuidade da militância digital em prol de Lula.







