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Frente evangélica declara apoio a Lula contra Flávio Bolsonaro

Movimento progressista acusa adversário de manipular a fé e aponta risco democrático na disputa de 2026.

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Frente evangélica de apoio a Lula diz que Flávio eleito seria "retrocesso"

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito (FEDD) declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno e classificou como um “retrocesso civilizatório” uma eventual vitória do adversário Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026.

Posicionamento e acusações contra o PL

O grupo progressista argumenta que o candidato do Partido Liberal utiliza a fé cristã em benefício próprio, indo na contramão da preferência demonstrada pelas igrejas e pela maioria do eleitorado evangélico, que tendeu para o filho 01 de Jair Bolsonaro no primeiro turno.

“Flávio Bolsonaro manipula a religião a favor de sua candidatura de forma escancarada, por isso decidimos tomar uma posição e apoiar a manutenção do atual governo, liderado por Lula”, afirma o pastor Ariovaldo Ramos, um dos coordenadores do grupo de evangélicos, em entrevista ao Metrópoles. “A possível vitória de Flávio é um retrocesso civilizatório”.

Contexto das declarações e propostas

A reação do movimento surgiu após o candidato do PL discursar em Goiânia, com o apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB), sugerindo alterar a Constituição para “redemocratizar” o país. Posteriormente, a campanha detalhou que as revisões constitucionais incluiriam o fim da reeleição e mudanças na maioridade penal.

Criada em 2016, a FEDD atua na defesa dos direitos humanos, da democracia e da separação entre religião e política, distanciando-se das pautas da Frente Parlamentar Evangélica (FPE). Para o segundo turno, marcado para o próximo dia 25 de outubro, a estratégia do grupo é conscientizar a parcela dos mais de 33 milhões de eleitores que se abstiveram na primeira etapa do pleito.

Disputa pelos votos no segundo turno

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro liderou com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, gerando uma diferença de pouco mais de 2,2 milhões de votos.

Enquanto isso, a campanha petista busca atrair eleitores que votaram em Augusto Cury (Avante) no dia 4 de outubro. Apesar de Cury ter declarado apoio a Flávio Bolsonaro na última quinta-feira (8/10), o núcleo de Lula enxerga potencial de migração desses votos.

Durante reunião com jovens congressistas em Brasília, o atual chefe do Executivo reconheceu o papel social e a capilaridade das igrejas junto à população de baixa renda.

O presidente pontuou que a busca por suporte espiritual reflete a necessidade de superação de dificuldades financeiras e o resgate da esperança.

“O cara fala: ‘Porra, finalmente encontrei alguém que me dá um ânimo aqui. Eu posso ser alguma coisa’”, relatou.

A movimentação ocorre em um cenário de oscilação nas pesquisas. Levantamentos recentes da Quaest e do BTG/Nexus apontaram um crescimento nas intenções de voto em Lula entre o eleitorado evangélico, embora o candidato liberal mantenha vantagem no segmento.

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