Nesta quarta-feira (28), a jornalista Miriam Leitão, do jornal O Globo, afirmou que Flávio Bolsonaro (PL), em sua fuga para os Estados Unidos, teria arrumado uma maneira para “despistar” a imprensa e as autoridades brasileiras. Segundo ela, informações sobre o paradeiro do senador foram divulgadas durante toda a terça-feira (27), embora ele ainda estivesse no Brasil.
De acordo com Miriam, a estratégia teria dificultado o trabalho da Polícia Federal, que tentava descobrir se Bolsonaro já tinha deixado o país. Embora aliados do senador e fontes ligadas ao governo de Donald Trump informaram que Flávio já estava em território norte-americano, documentos divulgados pelo governo argentino mostraram que ele só deixou o Brasil às 22h50 de ontem (27).
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A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas. Às 23h30, a família embarcou em um avião particular da empresa Baires Fly, com destino a Guayaquil, no Equador. A aeronave decolou às 0h22 desta quarta-feira (28) para Miami.
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Aeronave utilizada por Bolsonaro teria ligação com acusado de narcotráfico nos EUA
Uma investigação da Revista Fórum ainda revelou uma ligação entre a empresa responsável pelo voo e um empresário que manteve negócios com um acusado de narcotráfico. Segundo o jornalista Diego Feijó de Abreu, a Baires Fly possui relações comerciais com Sergio Daniel Mastropietro, empresário argentino que foi sócio de Federico “Fred” Machado, acusado de envolvimento com o narcotráfico nos EUA.
Machado foi extraditado em novembro de 2025 e condenado por conspiração para lavagem de dinheiro e fraude eletrônica. A acusação de narcotráfico foi retirada após um acordo com a Justiça estadunidense. Feijó ainda destacou que a relação societária de Machado era com Mastropietro, e não diretamente com a companhia aérea. A investigação também não aponta participação de Flávio Bolsonaro em nenhum desses crimes.
Lula terminou o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert; Charles Vieira)[anuncio]
Trump dará visto para Bolsonaro
Nesta quarta-feira (28), Trump se pronunciou sobre a chegada de Bolsonaro ao país e voltou a questionar o resultado das eleições brasileiras, sem apresentar provas de irregularidades.
“Eu aprovaria [a entrada de Flávio]. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou. Desde a confirmação da vitória de Lula, o republicano tem feito críticas ao processo eleitoral brasileiro. O Departamento de Estado dos EUA ainda confirmou que concederia vistos de permanência a Flávio e sua família.
Assista:
Vídeo: Donald Trump confirma que aprovou ida de Flavio aos EUA e diz que Senador estava na Argentina.
(Áudio prejudicado pelo motor do Air Force One) https://t.co/37SDRKwByT
— Sam Pancher (@SamPancher) October 28, 2026
A expectativa entre os aliados é que o senador faça uma transmissão ao vivo ainda nesta semana para explicar os motivos de sua saída do Brasil.
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Passaporte de Bolsonaro está suspenso
Nesta segunda-feira (26), Bolsonaro foi intimado pela PF a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. No entanto, ele descumpriu a ordem, não entregou os documentos a tempo e teve os passaportes suspensos.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que recebeu a intimação enquanto estava na rua, após visitar o pai, Jair Bolsonaro, em Brasília. Segundo o parlamentar, a decisão foi motivada por uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, na semana passada. Na ocasião, Eduardo defendeu que Flávio deixasse o país caso não vencesse a eleição. “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza”, declarou ele, durante entrevista a um programa norte-americano, antes da divulgação do resultado das urnas.
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Flávio contestou a medida e negou que tivesse planos de sair do Brasil. “Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração”, afirmou. O senador também classificou a decisão como uma tentativa de intimidação e questionou se a determinação teria sido tomada caso ele tivesse vencido a eleição.
De acordo com o jornal O Globo, o parlamentar é investigado em dois inquéritos no STF, um relacionado a suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas e outro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades.
Assista:
espera aí o Flávio Bolsonaro foi visitar o pai com o passaporte no bolso? quem faz isso? https://t.co/JCoI1Y6zJJ
— William De Lucca (@delucca) October 26, 2026








