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Flávio Bolsonaro: jornalista surpreende ao revelar quando fuga começou a ser planejada flávio bolsonaro (foto_ Charles Vieira) (1)

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Flávio Bolsonaro: jornalista surpreende ao revelar quando fuga começou a ser planejada flávio bolsonaro (foto_ Charles Vieira) (1)

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos já estaria sendo planejada muito antes do segundo turno das eleições. De acordo com a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, o senador e seus aliados discutiam a possibilidade de deixar o Brasil caso ele fosse derrotado pelo presidente Lula (PT). O principal responsável pela articulação teria sido Eduardo Bolsonaro, que mantém contato com integrantes do governo de Donald Trump.

Segundo a jornalista, a saída do senador começou a ser organizada semanas antes da votação, mas a ideia quase foi descartada com a vitória de Flávio no primeiro turno. Eduardo, por sua vez, teria mantido conversas com o ex-apresentador da Jovem Pan Paulo Figueiredo e o governo Trump para garantir que Flávio pudesse ser recebido no país em uma eventual derrota. A alegação seria de uma fraude eleitoral, mesmo sem provas.

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De acordo com Megale, o plano inicial era que Bolsonaro deixasse o Brasil pela Venezuela, mas o trajeto foi alterado. Na madrugada desta quarta-feira (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que o senador atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às 22h50 de terça-feira (27). Ele estava acompanhado da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das filhas, Carolina e Luiza. As autoridades argentinas informaram que os quatro apresentaram documentos válidos e não tinham impedimentos registrados para entrar no país.

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Após a divulgação da fuga, o Departamento de Estado dos EUA confirmou que concederia vistos de permanência a Flávio e sua família. Nesta quarta-feira (28), o presidente estadunidense se pronunciou sobre a chegada de Bolsonaro ao país e voltou a questionar o resultado das eleições brasileiras, sem apresentar provas de irregularidades.

“Eu aprovaria [a entrada de Flávio]. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou. Desde a confirmação da vitória de Lula, o republicano tem feito críticas ao processo eleitoral brasileiro.

Assista:

A expectativa entre os aliados é que o senador faça uma transmissão ao vivo ainda nesta semana para explicar os motivos de sua saída do Brasil.

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Passaporte de Bolsonaro está suspenso

Nesta segunda-feira (26), Bolsonaro foi intimado pela PF a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. No entanto, ele descumpriu a ordem, não entregou os documentos a tempo e teve os passaportes suspensos.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que recebeu a intimação enquanto estava na rua, após visitar o pai, Jair Bolsonaro, em Brasília. Segundo o parlamentar, a decisão foi motivada por uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, na semana passada. Na ocasião, Eduardo defendeu que Flávio deixasse o país caso não vencesse a eleição. “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza”, declarou ele, durante entrevista a um programa norte-americano, antes da divulgação do resultado das urnas.

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Flávio contestou a medida e negou que tivesse planos de sair do Brasil. “Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração”, afirmou. O senador também classificou a decisão como uma tentativa de intimidação e questionou se a determinação teria sido tomada caso ele tivesse vencido a eleição.

De acordo com o jornal O Globo, o parlamentar é investigado em dois inquéritos no STF, um relacionado a suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas e outro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades.

Assista:

Eleições 2026

O presidente Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64.256.232 votos. A vitória do petista veio após uma virada inédita, já que nunca antes na história do Brasil, um candidato à presidência que perdeu no primeiro turno havia superado o adversário no segundo.

Lula, que recebeu 53.879.538 votos na primeira etapa, conquistou mais 10.376.694 na segunda. Já Flávio Bolsonaro passou de 56.104.503 para 59.826.041 votos. Com isso, o presidente conseguiu reverter a desvantagem de 2,2 milhões de votos do primeiro turno e terminou a disputa com 4,4 milhões de vantagem.

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Lula terminou o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert; Charles Vieira)

Segundo levantamento da Folha de S.Paulo, Lula melhorou seu desempenho em relação ao adversário em quase 97% dos municípios. Ele também conseguiu virar o resultado em 211 cidades, incluindo Rio de Janeiro, Macapá e 76 municípios de Minas Gerais. Na capital paulista, onde já havia vencido no primeiro turno, Lula ampliou sua vantagem e terminou com 766.431 votos a mais que Flávio. A posse está marcada para o dia 5 de janeiro de 2027.

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