O vereador José Klévis da Silva, popularmente conhecido como Klévis Farmacêutico, foi alvo de uma agressão física na última quinta-feira (22) dentro da Câmara Municipal de Barra Mansa. O parlamentar recebeu um soco no rosto durante um ato de protesto organizado por profissionais da rede pública de ensino, que se manifestavam contra alterações nas regras da gratificação de regência. Após o ocorrido, o vereador formalizou a denúncia na 90ª Delegacia de Polícia e passou por exame de corpo de delito.
Entenda o impasse sobre a gratificação
O cenário de tensão foi motivado pela análise da Mensagem nº 29/2026. O texto propõe deslocar a competência da Câmara para o Poder Executivo na definição do percentual da gratificação de regência, um benefício que pode oscilar entre zero e 41% do salário-base. Embora a prefeitura sustente que a medida não suprime direitos, mas apenas altera a gestão das diretrizes, a classe docente receia que a mudança resulte em cortes nos rendimentos.
Investigação e reações oficiais
Imagens que circulam nas redes sociais registraram o momento do tumulto no plenário e a agressão sofrida pelo vereador. O prefeito Luiz Furlani condenou o episódio publicamente. Segundo o chefe do Executivo, “o responsável seria um servidor da rede municipal de Educação”. A Polícia Civil ficará responsável por identificar o autor e esclarecer as circunstâncias do incidente.
Greve e próximos passos da categoria
O clima de descontentamento deve continuar nesta sexta-feira (23), com atos previstos pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) em frente à prefeitura. Além disso, a categoria deliberou pelo início de uma greve a partir da próxima segunda-feira (26). Em nota oficial, o movimento afirmou que a aprovação da proposta representa um ataque aos direitos dos profissionais e convocou a base para novas mobilizações.
Piso salarial e expectativas para 2027
Além do conflito sobre a regência, o prefeito Luiz Furlani pretende enviar ao Legislativo uma proposta para instituir o piso nacional do magistério na rede municipal. A gestão informou que o valor base seria de R$ 5.130,63, com implementação planejada para 2027, dependendo de aprovação parlamentar e limites fiscais. A votação deste projeto está agendada para a próxima terça-feira (27), enquanto a questão da regência segue como o principal ponto de embate entre o governo e os educadores.








