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Plano digital do PT une Janones e influencers na reta final

Campanha petista aposta em rede de WhatsApp para exaltar o presidente e delega críticas aos opositores para criadores de conteúdo menores

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Plano do PT tem exaltação de Janones a Lula e influencers contra Flávio

Descubra a estratégia digital do PT no segundo turno, unindo a rede de André Janones para exaltar Lula e pequenos influencers contra a oposição. O Partido dos Trabalhadores estruturou uma nova estratégia para a reta final do segundo turno presidencial, dividindo suas frentes digitais entre a promoção da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a oposição ao adversário Flávio Bolsonaro. Após um início de disputa considerado discreto, a campanha passou a contar com o protagonismo do deputado federal André Janones e de sua rede de apoiadores, além da atuação descentralizada de criadores de conteúdo.

O papel estratégico de André Janones na campanha

A principal ferramenta de exaltação ao atual mandatário é comandada pelo parlamentar mineiro através de um canal no WhatsApp que reúne 8,7 milhões de integrantes. Na última quinta-feira, uma transmissão ao vivo realizada em conjunto por Lula e o deputado alcançou a marca de 1,5 milhão de dispositivos conectados simultaneamente. Especialistas em comunicação ligados à sigla avaliaram que a postura de focar na figura carismática do chefe do Executivo traz melhores resultados do que adotar uma linha de ataques diretos contra o candidato da oposição, tática que já havia sido testada anteriormente sem o retorno esperado.

A pressão jurídica do TSE e a blindagem digital

A configuração atual do plano também busca mitigar os riscos decorrentes de movimentações do Tribunal Superior Eleitoral, comandado pelo ministro Kassio Nunes Marques. O canal de mensagens chegou a ser suspenso na penúltima semana da disputa, mas recuperou força e hoje possui mais do que o dobro de participantes em relação ao período anterior à queda. No mesmo dia da live de grande audiência, circulou pela Justiça Eleitoral uma minuta elaborada pelo vice-presidente do tribunal, ministro André Mendonça, sugerindo a remoção de canais de mensagens nas 48 horas antecedentes à votação. Na mesma data, a presidência do órgão sinalizou que realizaria uma verificação minuciosa sobre o grupo administrado por Janones, o que levou a campanha a adotar um formato focado em conteúdos positivos para tentar resistir a eventuais sanções jurídicas.

Distribuição orgânica e o uso de microinfluenciadores

Enquanto o núcleo principal promove realizações e o perfil de Lula, a tarefa de gerar receio em relação a uma possível vitória de Flávio Bolsonaro foi delegada a pequenos e médios influenciadores digitais. Esse modelo possibilita a propagação orgânica de materiais informativos, atingindo bolhas sociais que muitas vezes escapam ao alcance do impulsionamento financeiro tradicional. Essa divisão evita que a campanha oficial seja diretamente associada às mensagens de alerta sobre o opositor. Como exemplo dessa dinâmica, produções audiovisuais voltadas a essa temática foram disseminadas por nomes como o cantor Mc Cabelinho dentro de séries específicas na internet.

A visão do comando de campanha sobre os métodos

O alinhamento das ações digitais foi desenhado desde o início da nova fase da disputa eleitoral, com orientações claras sobre os limites éticos adotados pelos principais cabos eleitorais da base governista. Em 7 de outubro, terceiro dia do segundo turno, o deputado André Janones falou à coluna sobre como seriam as estratégias do Exército do Lula na eleição. Na ocasião, Janones declarou: “Não vou ser o pai da ética nesse segundo turno”, pontuando ainda que somente as plataformas digitais teriam o potencial de alterar os rumos da votação.

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