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Marcola fica fora de júri presencial por risco do PCC

Magistrado determinou o uso de videoconferência para o líder da facção e outros dois réus em julgamento marcado para 2027.

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Justiça barra presença de Marcola em júri por temer plano de resgate do PCC

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), não compareça presencialmente a uma sessão do Tribunal do Júri agendada para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027. Além dele, outros dois réus também foram proibidos de participar fisicamente do julgamento, sob a justificativa de que a movimentação dos detentos poderia viabilizar emboscadas, tentativas de resgate e tiroteios, além de ameaçar a integridade de funcionários da justiça e jurados presentes no fórum.

Medidas de segurança no tribunal O magistrado responsável pelo caso, Gustavo Celeste Ormenese, estabeleceu que o líder criminoso acompanhe todo o processo de forma remota, utilizando recursos de áudio e vídeo com transmissão simultânea.

Conforme o entendimento do juiz, a modalidade a distância é plenamente cabível em situações que envolvam ameaça à segurança da sociedade, impasses médicos do acusado, necessidade de neutralizar intimidação sobre testemunhas ou graves questões de ordem pública.

Argumentos do magistrado A decisão judicial destacou que os relatórios enviados pelos estabelecimentos prisionais onde os acusados estão reclusos apontam unanimemente para a inviabilidade da transferência física.

“No caso, restou demonstrada a ocorrência da hipótese de risco à segurança pública. Isto porque as informações fornecidas pelas penitenciárias onde os réus se encontram convergem no sentido de que a operação de remoção, transporte terrestre e escolta desses acusados até o local da sessão de julgamento envolve perigo concreto, grave e iminente à ordem pública.”

Impacto para o sistema prisional A medida reforça o rigor no tratamento de detentos considerados de altíssima periculosidade no estado paulista.

A precaução com a logística de escolta reflete o temor constante das autoridades em relação à atuação de organizações criminosas estruturadas durante o deslocamento de presos de grande destaque.

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