PGR é contra pedido de Lulinha para apurar vazamentos de investigação
O procurador-geral, Paulo Gonet, afirma que Lulinha não tem legitimidade no processo para questionar condução de inquérito
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi contrário a um pedido de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que buscava apurar vazamentos da investigação contra ele no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Gonet considerou que não cabe a Lulinha pedir providências sobre a condução de inquéritos e se opôs ao pedido. “A vítima de crime de ação pública incondicionada não tem legitimidade para requerer providências que dizem com a condução do inquérito policial”, disse.
A defesa de Lulinha argumenta que há no caso a “exposição de dados sensíveis e sigilosos” do filho do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT).
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“O interessado comunica vazamentos de dados sigilosos, que afirma provirem de material obtido mediante quebra de sigilo telemático na Operação Sem Desconto. Mostra-se ciente de que há inquérito em curso, mas afirma que, desde que aberto, não há resultado divulgado e que a exposição de dados sensíveis e sigilosos prossegue”, respondeu a PGR.
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do Metrópoles
Gonet, porém, defendeu que a petição de Lulinha seja incluída nos autos do processo para que “novos episódios de vazamento narrados sejam considerados” pelos investigadores.











