O presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou, nesta terça-feira (20/10), uma petição junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizando a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de seus cinco filhos. A iniciativa, entregue ao ministro André Mendonça, impõe uma condição fundamental: que a família do adversário político Flávio Bolsonaro adote o mesmo procedimento de transparência.
Estratégia jurídica e prazos A movimentação visa responder ao desafio lançado durante o debate presidencial da TV Band, realizado no último domingo (18/10). Por meio de procurações, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de Marcos Cláudio, Luís Cláudio, Lurian e Sandro Luís Lula da Silva, concederam plenos poderes aos advogados do petista para que a abertura dos dados ocorra com máxima agilidade. O objetivo da defesa é que o acesso às informações seja liberado à sociedade ainda nesta quarta-feira (21/10).
Justificativa apresentada pela defesa Os representantes legais do presidente enfatizaram que a celeridade é necessária para cumprir as demandas do calendário eleitoral. Em documento enviado à Corte, a defesa declarou: “A presente juntada visa demonstrar que todos os familiares do Peticionante [Lula] anuem integralmente com o pedido formulado e providenciaram os meios legais para que a quebra de sigilo ofertada seja realizada de acordo com a celeridade que o período eleitoral exige”.
Abrangência do pedido de transparência A petição protocolada pela equipe jurídica de Lula propõe que os dados sejam disponibilizados publicamente, inclusive via plataforma DivulgaCandContas. A solicitação é abrangente: pelo lado de Lula, envolve o próprio presidente, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e seus cinco filhos.
Já em relação ao campo do adversário, o pedido requer a exposição dos dados de Flávio Bolsonaro, Jair Messias Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro. O processo encontra-se, neste momento, sob análise do TSE.








