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O verdadeiro teste de transparência para Lula

Desafio de abrir celular e conta bancária esconde o ponto crucial: a revelação de quem realmente visita o Palácio da Alvorada.

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Análise: desafio real para Lula é abrir sigilo de suas visitas

A estratégia adotada pela campanha do presidente Lula no debate da Band ao propor que o senador Flávio Bolsonaro abrisse seus sigilos bancário e telefônico foi tratada como um grande trunfo político.

A estratégia por trás do debate

Especialistas apontam que a investida do petista ocorreu porque ele sabe que essa proposta específica gera pouco impacto prático para sua própria realidade.

O principal motivo é a conhecida aversão do atual chefe do Executivo ao uso de telefones celulares no dia a dia político.

A relação do presidente com a tecnologia

O mandatário não possui um aparelho pessoal e tampouco utiliza aplicativos de mensagens como o WhatsApp, adotando selfies apenas na reta final da campanha eleitoral.

Quando necessita falar com alguma autoridade, ele costuma utilizar o telefone de assessores diretos, o que esvazia o impacto real de qualquer devassa telefônica.

Contas bancárias e a realidade política

Da mesma forma, analistas avaliam que devassar as contas pessoais do presidente dificilmente traria revelações bombásticas sobre ilícitos financeiros.

Qualquer parlamentar compreende que transações irregulares não costumam transitar por contas pessoais de figuras politicamente expostas.

Movimentações atípicas em nomes como o de Lula ou de seus familiares seriam prontamente detectadas por órgãos de controle fiscal.

O verdadeiro teste de transparência

Enquanto propõe medidas sobre itens de menor impacto, o governo mantém sob sigilo registros que realmente poderiam atestar a idoneidade da gestão.

A abertura dos registros de entrada no Palácio da Alvorada serviria para esclarecer a frequência de figuras como a lobista Roberta Luchsinger.

Outro ponto fundamental seria a divulgação integral das listas de passageiros que acompanham o presidente nos voos oficiais da Força Aérea Brasileira.

Por fim, o cumprimento da promessa de campanha de 2022 sobre o fim dos sigilos de cem anos representaria a verdadeira resposta aos eleitores.

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