O mercado de videogames pode enfrentar um marco histórico negativo em breve. Informações recentes indicam que o futuro PlayStation 6 tem grandes chances de estrear no mercado como o hardware mais caro de todos os tempos, ultrapassando facilmente a barreira dos R$ 6 mil no território nacional.
O impacto dos custos de fabricação
Conforme dados divulgados pelo leaker KeplerL2, apenas a aquisição da memória RAM e do armazenamento NAND representará um gasto de US$ 680 para a Sony Interactive Entertainment (SIE). O encarecimento é fruto de uma crise de escassez que elevou os valores muito acima da fase de planejamento inicial da empresa.
Realizando uma conversão direta, essa quantia inicial equivale a aproximadamente R$ 3.436. Quando são adicionados os custos referentes à placa-mãe, ao processador, ao sistema de resfriamento e aos demais hardwares essenciais, o total da produção dobra de tamanho, desconsiderando completamente a aplicação de taxas alfandegárias e impostos de importação.
Crise na indústria de semicondutores
A situação ganha contornos ainda mais complexos devido à alta demanda por data centers de inteligência artificial, cenário que pressiona diretamente a cadeia de suprimentos de semicondutores e afeta a produção de eletrônicos em larga escala.
O CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, revelou que a crise se tornará ainda mais severa nos próximos anos. Não são apenas os videogames que sofrem, mas também a montagem de PCs, notebooks e dispositivos eletrônicos no geral.
Diante desse cenário desafiador, tanto o sucessor do PlayStation 5 quanto a próxima geração da Microsoft — cujos chips já teriam sido finalizados com lançamento previsto entre 2027 e 2028 — tendem a figurar entre os eletrônicos de entretenimento mais custosos já comercializados ao consumidor final.








