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Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir sigilos após acusações

Senador recusou proposta de transparência financeira feita durante debate após dezenas de ataques sobre corrupção.

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Lula ouviu 20 acusações de corrupção até desafiar Flávio a abrir sigilos

O confronto sobre integridade financeira marcou o debate da Band, realizado em um domingo. A segurança pública e a corrupção dominaram as estratégias dos candidatos, com o senador intensificando os ataques contra o atual governo e seus familiares.

Ataques e menções à Lava Jato

Durante o evento, o parlamentar fez dezenas de insinuações e acusações diretas envolvendo o presidente, citando nominalmente parentes do petista e questionando sobre investigações passadas. Em um dos momentos mais tensos, ele direcionou perguntas sobre condenações diretamente ao adversário e saudou figuras ligadas à Operação Lava Jato que acompanhavam o programa na plateia.

O embate também contou com cobranças mútuas sobre financiamentos de produções audiovisuais e o patrimônio dos candidatos. Foi nesse cenário de forte tensão que o presidente lançou uma proposta drástica para encerrar as suspeitas levantadas ao longo da noite.

O desafio da transparência total

No terceiro bloco do programa, a dinâmica mudou quando o petista propôs uma devassa nas contas e nos registros de comunicação de ambos e de seus parentes, com envio imediato dos dados para análise das maiores autoridades judiciais do país.

“Ô Flávio, aqui muito se falou de corrupção. Eu vou fazer uma proposta para você. Eu desafio você: amanhã, amanhã abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país. Para que o povo saiba quem é ladrão. Abrir o telefone, o sigilo telefônico, a sua conta bancária. Eu abro da minha família inteira e você abre da sua família e vamos pedir para a Justiça. Nós entregamos ao presidente da Suprema Corte, entregamos ao presidente do TSE o seu documento e o meu para que avalie antes das eleições, o povo saber quem é quem na história dessa história, para saber quem é corrupto, quem é ladrão, sabe? Porque senão o povo vai ser enganado outra vez. O povo vai ser enganado porque eu perguntei da casa, você não explicou. Então eu quero fazer esse desafio para você. Tá disposto amanhã a gente pedir…”

A intervenção do mediador interrompeu o raciocínio devido ao esgotamento do tempo regulamentar, mas o adversário teve a oportunidade de responder na sequência.

A recusa do senador

Apesar de afirmar que não temia a fiscalização, o parlamentar evitou assumir o compromisso público de abrir os dados financeiros e telefônicos próprios e de seus familiares.

“Eu não tenho absolutamente nada a esconder. Só que a questão, Lula, é que o seu dinheiro é por fora sempre, né? Não tá na sua conta, tá em algum outro lugar”

Próximo ao encerramento do confronto televisivo, o tema retornou à pauta quando o petista cobrou novamente uma atitude prática. “Ao invés de ficar falando que é honesto, prove que é honesto. Abra a sua conta”. A recusa em aceitar a proposta de abertura dos sigilos permaneceu até o fim, gerando expectativas sobre o impacto dessa decisão na reta final da disputa eleitoral para o segundo turno.

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