–:–:–
Conecte-se conosco

Delegada e chefe do PCC: prints expõem relação e propinas

Investigação aponta que autoridade policial recebia vantagens financeiras para fornecer dados sigilosos a uma liderança do crime organizado.

1 visualizações
Prints revelam intimidade de delegada e chefe do PCC: "Macho, diferenciado"

Conversas obtidas pela polícia a partir do aparelho celular de Renato Henrique do Carmo, o Gordão, um dos líderes do PCC no Nordeste, revelaram uma relação íntima e criminosa com a delegada Maria Virgínia Grimwood Pinto, da Polícia Civil do Pará. O casal foi detido no dia 15 de outubro durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco.

Bastidores da relação proibida

O esquema veio à tona após a prisão de Renato em janeiro de 2025, quando seu celular foi apreendido e os dados extraídos com autorização judicial. Os investigadores descobriram que a delegada não apenas mantinha um relacionamento amoroso com o suspeito, mas também utilizava seu cargo para oferecer proteção institucional e acesso a sistemas restritos de segurança pública em troca de valores ilícitos.

Em novembro de 2024, o criminoso informou à delegada que havia adquirido um novo telefone para contatos secretos. Após enviar o comprovante de uma transação bancária, Renato diz: “Amiga está feito pix de 50 mil”. Em outro momento, ele pede auxílio operacional, ao que a delegada responde: “Pode deixar”, completando ainda que “essa parceria vai ser para sempre”.

Comprometimento e vantagens indevidas

Além das trocas de informações sigilosas, os diálogos expuseram a confiança depositada entre ambos. Em um dos trechos, a autoridade policial afirma que ele seria “macho” e “diferenciado”. A delegada também reforçou seu apoio ao criminoso em diversas mensagens, declarando: “pode contar comigo sempre”, “sou mulher de palavra” e “você vai ver e me conhecer”.

O planejamento de uma viagem de lazer, custeada pelo líder da facção para que a delegada pudesse “espairecer”, também foi documentado. Maria Virgínia agora responde por crimes de corrupção ativa e passiva, colaboração com organização criminosa e violação de sigilo funcional, estando detida em uma cela especial da PCDF.

Esquema de lavagem de dinheiro

A Operação Sinalagma revelou que a organização criminosa movimentou pelo menos R$ 14.954.920,02. O grupo utilizava empresas de fachada, documentos falsos e contas de terceiros para ocultar a origem ilícita dos valores. A análise de dados do Coaf confirmou movimentações financeiras totalmente incompatíveis com o patrimônio declarado pelos investigados, evidenciando a robustez do esquema de lavagem de dinheiro que envolvia agentes públicos e criminosos de alta periculosidade.

Mais em Últimas

Ver tudo →