O pai e a mãe suspeitos de assassinar o recém-nascido Bryan Gabriel, de apenas 23 dias, com 24 facadas, foram transferidos para uma unidade prisional em João Pessoa na última sexta-feira (16/10). Conforme informado pelas autoridades policiais, os dois encontram-se mantidos em regime de isolamento.
Prisão preventiva e antecedentes O crime bárbaro aconteceu na quarta-feira (14/10), na cidade de Patos, localizada no Sertão da Paraíba. Após a prisão em flagrante efetuada pela Polícia Militar, Mirelly Layla e Marcos Gabriel passaram por audiência de custódia na quinta-feira (15/10), ocasião em que o Poder Judiciário determinou a conversão da detenção em prisão preventiva. Na delegacia, ambos foram formalmente autuados pelos delitos de homicídio qualificado e omissão.
Detalhes do laudo pericial Conforme explicou Dionísio Filho, chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos, a pequena vítima sofreu intensamente antes de falecer. O laudo técnico apontou que 13 golpes de arma branca atingiram as costas e os braços do recém-nascido, enquanto outros 11 ferimentos foram registrados na face, no tórax e no abdômeno. Os exames periciais confirmam que uma das facadas atingiu diretamente o coração da criança.
Histórico do casal e motivação O delegado Hemerson Barbosa revelou que Mirelly prestou depoimento afirmando ter protagonizado uma discussão com Marcos — apontado como pai do menino — devido a sentimentos de ciúmes relacionados à convivência dele com o filho. A mulher também relatou que os dois já não formavam mais um casal.
O relacionamento entre os suspeitos teve início através da plataforma do jogo Free Fire. Enquanto Mirelly é natural do município paraibano de São Bento, Marcos veio de Minas Gerais com o objetivo de residir com ela em Patos. Após o término da união, a mãe havia retornado para sua terra natal, mas retornou temporariamente a Patos para recolher seus pertences pessoais no período em que o homicídio aconteceu.
Próximos passos da investigação As apurações continuam em andamento sob a responsabilidade da Polícia Civil. Nos próximos dias, novas testemunhas, incluindo familiares e moradores da região, devem ser ouvidas para elucidar completamente todas as circunstâncias que envolveram o caso.








