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Fim da escala 6×1: Fecomércio RJ alerta para impactos econômicos

Entidade aponta riscos para o comércio e defende negociação coletiva para evitar pressões sobre a manutenção de postos de trabalho.

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Fecomércio RJ aponta possíveis impactos econômicos com o fim da escala 6×1

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ) considera preocupantes os possíveis impactos econômicos e sociais do fim da escala 6×1. Em posicionamento sobre o tema, a entidade defende que mudanças nas regras da jornada de trabalho sejam precedidas de estudos técnicos, diálogo entre os setores envolvidos e avaliação dos possíveis efeitos sobre a produtividade, os custos das empresas e a manutenção dos empregos.

Reflexos no setor de comércio e serviços

Na avaliação da Fecomércio RJ, o comércio pode ser especialmente afetado, devido às margens de lucro reduzidas. A entidade considera que o aumento das despesas pode comprometer ainda mais os resultados das empresas, sobretudo em um cenário que descreve como marcado por juros elevados, desaceleração econômica e perspectivas fiscais desfavoráveis.

A federação reconhece a legitimidade da busca por melhores condições de trabalho e qualidade de vida para los trabalhadores, mas avalia que a redução da jornada sem ganhos correspondentes de produtividade tende a elevar os custos empresariais e a pressionar a manutenção dos postos de trabalho.

Desafios da jornada flexível

A federação também afirma que mudanças dessa dimensão devem considerar a capacidade de adaptação e a realidade financeira das empresas, especialmente nos setores de comércio, serviços e turismo. Segundo a entidade, esses segmentos dependem de escalas flexíveis para atender às diferentes demandas da população.

Na avaliação da Fecomércio RJ, a adoção de regras uniformes pode comprometer a competitividade das empresas, pressionar os preços e dificultar a manutenção dos empregos formais.

Caminhos pela negociação coletiva

A entidade defende que as relações de trabalho sejam discutidas prioritariamente por meio da negociação coletiva entre representantes dos trabalhadores e dos empregadores. Para a federação, esse processo deve respeitar as particularidades de cada atividade econômica e as diferentes realidades regionais.

Segundo a Fecomércio RJ, a negociação coletiva pode contribuir para a construção de soluções que conciliem a melhoria das condições de trabalho com a sustentabilidade financeira das empresas, a segurança jurídica, a previsibilidade e a preservação dos postos de trabalho.

A Fecomércio RJ reúne 59 sindicatos patronais e representa empresas dos setores de comércio de bens, serviços e turismo no estado do Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas pela própria entidade, sua atuação abrange mais de 442 mil estabelecimentos, que respondem por aproximadamente dois terços da atividade econômica estadual e geram mais de 1,9 milhão de empregos formais.

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