–:–:–
Conecte-se conosco

Imóveis de luxo de R$ 22 mi são alvos da Operação Unha e Carne

Ação da Polícia Federal no Rio de Janeiro cumpre mandados contra esquema bilionário de lavagem de dinheiro e corrupção.

1 visualizações
Unha e Carne: veja cobertura de R$ 22 milhões e casas de luxo alvos da PF

A oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (15/10), teve como foco imóveis de alto padrão ligados a investigados no estado do Rio de Janeiro, incluindo uma luxuosa cobertura avaliada em R$ 22 milhões situada em Camboinhas, Niterói, na região metropolitana fluminense.

Detalhes dos imóveis milionários

A propriedade em Niterói possui 526 metros quadrados, conta com sete quartos — sendo cinco suítes — e oferece vista panorâmica de frente para o mar. Registros em vídeo obtidos durante a ação policial também revelaram outra propriedade em Angra dos Reis, equipada com piscina, extensa área verde, quadra de areia e um deck exclusivo com lanchas atracadas. Já na região serrana, em Petrópolis, uma terceira residência foi mapeada pelas autoridades, embora os nomes dos verdadeiros proprietários ainda não tenham sido tornados públicos.

Durante as diligências de busca e apreensão, os agentes federais localizaram montantes de dinheiro ocultos na adega da residência do inspetor da Polícia Civil José Carlos Alves de Souza, também situada em Camboinhas. Na ocasião, foram apreendidos R$ 40 mil em espécie.

Origem e alvos da investigação

As investigações tiveram início em dezembro de 2025 com o propósito de apurar denúncias sobre o vazamento de dados confidenciais relativos a operações policiais direcionadas contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Com o aprofundamento das diligências, a corporação expandiu o escopo para desarticular uma suposta estrutura de salvaguarda ao crime organizado.

Nesta oitava etapa, a ofensiva resultou na prisão de seis pessoas, entre as quais figuram o deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o delegado Marcus Amim, que atuou como secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro. Além das prisões, o Poder Judiciário ordenou o sequestro de ativos financeiros e bens, bem como a interrupção das operações comerciais de 112 companhias apontadas como integrantes de um complexo sistema de ocultação de capitais, abrangendo 96 postos de combustíveis.

Esquema bilionário e prisões anteriores

Conforme apontado pelos investigadores, o esquema criminoso sob escrutínio movimentou cifras superiores a R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos, evidenciando o envolvimento de agentes públicos e outros colaboradores na proteção de atividades ilícitas.

Fases anteriores da mesma ofensiva já haviam resultado em outras detenções de grande repercussão. Na quinta etapa, a corporação prendeu o pastor Márcio Poncio, sob suspeita de envolvimento com a chamada Máfia do Cigarro. Na mesma ocasião, a Justiça ordenou a custódia do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho e apontado como figura central do jogo do bicho no estado, além do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já se encontrava detido.

Mais em Últimas

Ver tudo →