O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disparou críticas severas contra a Noruega ao expressar seu descontentamento por não ter sido contemplado com o Nobel da Paz. A frustração do político tornou-se pública após o anúncio de que a honraria seria entregue à jurista sul-africana Navanethem Pillay, em vez de sua candidatura.
Polêmica durante comício em Michigan
O episódio ocorreu durante um evento de campanha em Port Huron, no Michigan, voltado às eleições de meio de mandato. Ao abordar a política migratória, Trump utilizou a decisão do Comitê Norueguês como justificativa para rejeitar cidadãos daquela nação, estabelecendo um contraste direto com sua preferência por imigrantes dinamarqueses.
“Não quero ninguém da Noruega. Não quero ter nada a ver com a Noruega (…) Francamente, a Noruega é péssima. Na verdade, virou um país de merda”, afirmou o presidente diante de seus apoiadores.
Alegações de conquistas internacionais
A irritação de Trump baseia-se em sua percepção de ter atuado como mediador em diversos conflitos globais, incluindo tensões entre Azerbaijão e Armênia, além de Índia e Paquistão. O ex-presidente sustenta ter “resolvido oito guerras” e ter “mais duas a caminho”, o que, segundo suas estimativas, teria poupado “pelo menos 30 milhões de vidas”.
O republicano também aproveitou a ocasião para questionar a premiação de seu antecessor, Barack Obama, que recebeu a honraria em 2009, logo após assumir o cargo, sem que Trump compreendesse “por que o ganhou”.
Apoio e críticas à premiação
Em um movimento para legitimar sua postura, Trump mencionou um gesto da opositora venezuelana María Corina Machado. Ele relatou que ela lhe entregou sua própria medalha do Nobel, declarando que Trump “pôs fim a muitas guerras e merece o Prêmio Nobel da Paz mais do que qualquer outra pessoa”.
Além disso, o político utilizou as redes sociais para enumerar feitos que considera ignorados pelo comitê, como a captura de Nicolás Maduro e a suposta neutralização do programa nuclear iraniano. Sobre a vencedora deste ano, ele não poupou adjetivos:
“Apesar de tudo isso, o Prêmio Nobel foi concedido a uma pessoa liberal que trabalha na ONU e da qual ninguém jamais ouviu falar”, criticou Trump, referindo-se a Pillay. Em sua opinião, o prestigioso prêmio “ficou desacreditado para sempre por um punhado de ideólogos radicais que são antidemocráticos e inimigos da civilização”.
O episódio reforça a postura de confronto constante do ex-presidente com instituições internacionais, marcando mais um capítulo em sua retórica de contestação aos mecanismos diplomáticos globais.








