A principal liderança da oposição, María Corina Machado, confirmou neste domingo (25) o seu retorno à Venezuela após passar quase doze meses no exterior, fugindo das investidas do governo de Nicolás Maduro.
O anúncio oficial do retorno
A confirmação da chegada ao país foi divulgada pela própria política em sua conta na rede social X. “Estou aqui. Com vocês”, escreveu.
O aliado e ex-candidato presidencial Edmundo González, que disputou o pleito contra Maduro em 2024, também celebrou o momento publicamente. “Venezuela! Estou muito feliz em anunciar que nossa líder, minha querida Maria Corina, está em território venezuelano”, declarou.
Contexto da saída e o Nobel da Paz
Antes de deixar o território venezuelano em dezembro de 2025, a dirigente viveu meses de clandestinidade em Caracas para escapar das ações punitivas do regime.
A saída secreta aconteceu após a premiação com o Nobel da Paz de 2025, contando com suporte estratégico da gestão do presidente norte-americano Donald Trump.
Cenário político atual e transição
O retorno ocorre em um cenário político completamente transformado, marcado pela deposição de Nicolás Maduro por meio de uma ação militar dos Estados Unidos.
Atualmente, o governo interino é comandado por Delcy Rodríguez, que fazia parte da cúpula anterior. Oposição e críticos apontam que a gestão interina mantém as bases do sistema chavista.
Com o futuro político ainda incerto sob a administração de Rodríguez, a volta de María Corina Machado reacende o debate sobre o espaço que a oposição terá na reconstrução institucional do país.








