O segundo turno das eleições registrou um fenômeno expressivo de ampliação das bases eleitorais, com Lula conquistando 10,3 milhões de votos adicionais e Flávio somando outros 3,7 milhões.
De onde vieram os novos eleitores A análise dos dados revela que esse acréscimo de 14 milhões de sufrágios tem explicação direta em três fatores determinantes para o processo democrático.
A dinâmica da terceira via A migração de eleitores que no primeiro turno apoiaram candidaturas derrotadas da chamada terceira via foi fundamental para engrossar as fileiras das duas campanhas finalistas.
O impacto da abstenção Além do reposicionamento político dos eleitores centristas, a diminuição da abstenção colocou milhões de brasileiros de volta às urnas na etapa decisiva do pleito.
Menos votos brancos e nulos O encolhimento significativo no volume de votos brancos e nulos também atuou como um reservatório importante que turbinou o desempenho dos presidenciáveis.
Em suma, a combinação entre o engajamento de novos votantes e o reaproveitamento do capital político de concorrentes eliminados redesenhou o mapa da disputa no segundo turno brasileiro.








