O senador Flávio Bolsonaro (PL) disputa o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 após superar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira votação e ampliar sua base de apoios políticos.
Estratégia legislativa e o cenário no Congresso Na disputa pelo Planalto, a campanha do parlamentar passou a enxergar o novo Congresso como uma oportunidade estratégica para promover reformas constitucionais e tensionar a relação com o Supremo Tribunal Federal. Em uma reunião com governadores e aliados do PL, o candidato afirmou que o Parlamento estava “configurado para um presidente como Flávio Bolsonaro”.
As legendas que aderiram à candidatura após o primeiro turno — como Progressistas, União Brasil, Republicanos, Novo e Podemos — somam 286 deputados federais e 50 senadores. No entanto, o grupo ainda fica distante dos 54 votos exigidos no Senado para aprovar um processo de impeachment contra ministros da Corte.
Investigações e o avanço de inquéritos no Supremo Enquanto articula apoios no Legislativo, o senador enfrenta desdobramentos judiciais. Na reta final da campanha, ele passou a responder a uma segunda investigação no STF, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz.
O caso se soma ao inquérito sobre o financiamento da cinebiografia Dark Horse, que envolveu tratativas de recursos com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O candidato nega irregularidades em ambos os episódios e mantém o discurso de confronto com magistrados do tribunal.
Composição de palanque e novas diretrizes de campanha Para alcançar o segundo turno, o candidato precisou superar resistências internas na direita e reatar laços com Michelle Bolsonaro. Com a entrada mais ativa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na reta final, a campanha buscou consolidar apoios nos principais colégios eleitorais da região Sudeste.
Nas propostas apresentadas para a economia e a segurança pública, o programa prevê o corte de ministérios, o endurecimento de penas, a redução da maioridade penal para 16 anos e a classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas.








