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Campanhas de Lula e Flávio mostram estratégias opostas nas eleições

Dados do TSE revelam como os presidenciáveis dividem os investimentos financeiros entre o ambiente virtual e os comícios presenciais.

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Lula divide verba de campanha entre rua e redes; Flávio foca no digital

A análise das prestações de contas enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela estratégias distintas adotadas pelos candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para conquistar o eleitorado. Enquanto o candidato do Partido Liberal concentrou seus investimentos no ambiente digital, o petista optou por uma divisão que contempla tanto as plataformas virtuais quanto os tradicionais atos de rua e materiais impressos.

Estratégia digital de Flávio Bolsonaro

O levantamento das despesas da campanha do PL demonstra um foco quase exclusivo nas mídias digitais e na tecnologia, sem registros de gastos expressivos com panfletos, santinhos ou logística de grandes comícios presenciais entre os principais contratos.

Até o dia 23 de outubro, o candidato havia empenhado R$ 105,4 milhões. O maior contrato foi firmado com a Faro Propaganda e Publicidade Ltda., agência do marqueteiro Duda Lima, que recebeu R$ 23,6 milhões para planejamento de marketing, representando 22% dos custos totais da campanha. Além disso, o impulsionamento de publicações por meio da Meta consumiu R$ 15,5 milhões do orçamento.

Investimentos pulverizados na campanha de Lula

Em contrapartida, a chapa de esquerda buscou equilibrar a presença online com a mobilização da militância no modelo clássico de campanha eleitoral. Até a mesma data, a candidatura petista havia empenhado R$ 65,6 milhões.

O maior repasse foi direcionado à Delta3 Comunicação e Projetos, ultrapassando a marca de R$ 31 milhões para serviços de marketing e comunicação política.

O peso da mídia tradicional e dos eventos presenciais

Entre os dez principais destinos dos recursos da campanha do PT, cinco empresas prestam serviços voltados à chamada “mídia tradicional”, somando mais de R$ 5 milhões. Esse montante engloba custos com gráficas, criação de jingles, campanhas impressas e infraestrutura para eventos de rua, como palcos, sistemas de iluminação e equipes de segurança.

A mudança de rumos na campanha petista ocorreu após o primeiro turno das eleições, momento em que a equipe passou a intensificar a atuação no ambiente virtual para tentar reverter o cenário eleitoral.

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