A Nova Zelândia inaugurou o processo de votação para o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras. Devido ao fuso horário, que coloca o país 16 horas à frente de Brasília, as urnas foram abertas às 16h deste sábado (24/10) para os mais de três mil brasileiros residentes na região.
Cronograma de abertura das urnas O processo de votação no exterior segue uma sequência baseada nas diferenças de fuso horário. Após o início na Nova Zelândia, o cronograma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê a abertura das seções eleitorais na Austrália, às 18h; em Brisbane, às 19h; e, na sequência, no Japão, Coreia do Sul e Timor Leste, às 20h.
Panorama do eleitorado fora do Brasil Dados oficiais do TSE indicam que 916.534 brasileiros estão aptos a exercer o direito ao voto fora do território nacional, distribuídos em 134 países. Embora a base eleitoral no exterior tenha crescido 31,82% neste pleito, este contingente representa apenas 0,58% do total de eleitores do país. No primeiro turno, a participação foi limitada, com pouco mais de 300 mil pessoas comparecendo às urnas.
Disputa e histórico do primeiro turno O cenário atual coloca em disputa os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, ocorrido em 4 de outubro, o petista contabilizou 157,3 mil votos contra 143,9 mil do candidato do Partido Liberal, uma margem de aproximadamente 13 mil votos. Além disso, há um contingente de mais de 40 mil votos em aberto, referentes aos eleitores que não escolheram nenhum dos dois nomes no primeiro pleito.
Regras para quem não votou anteriormente O TSE reforça que o eleitor que não compareceu ao primeiro turno está apto a votar neste domingo, desde que possua o título de eleitor regular. Entretanto, a ausência no dia 4 de outubro exige que o cidadão apresente a justificativa eleitoral até o dia 3 de dezembro ou realize o pagamento da multa correspondente, sob risco de cancelamento do título.
Recorde de abstenções O primeiro turno foi marcado por um índice de abstenção recorde no exterior, superando as taxas das últimas quatro eleições. Lisboa, em Portugal, liderou o ranking de ausências, com 49.964 eleitores que não compareceram às urnas, seguida por cidades como Boston e Nova York, nos Estados Unidos, e Nagoia, no Japão.








