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A história do Clube da Esquina e seu impacto na música

Flávio Venturini e Samuel Rosa se unem em show especial em Brasília pelo Festival Estilo Brasil 2026.

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Clube da Esquina: o grupo que mudou a música de Minas Gerais

O Clube da Esquina transformou para sempre a identidade sonora de Minas Gerais e conquistou projeção internacional ao unir sensibilidade poética e inovação harmônica nas décadas de 1960 e 1970.

Como nasceu o movimento mineiro

A origem do nome remonta aos anos 60, quando artistas da capital mineira receberam um convite para se apresentar em um estabelecimento voltado para a elite de Belo Horizonte. A resposta de um dos integrantes marcou a história: que o clube deles é aqui mesmo, na esquina.

Desse modo, no cruzamento das ruas Paraisópolis e Divinópolis, no bairro Santa Tereza, consolidou-se o coletivo que revelou ícones como Milton Nascimento, Lô Borges (falecido em 2025), Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso, Tavito e Nelson Ângelo. Hoje, o endereço funciona como um espaço cultural preservado que realiza apresentações e preserva a memória do grupo.

Os discos marcantes e grandes sucessos

Embora funcionasse mais como um coletivo artístico do que como uma banda tradicional, o movimento batizou dois discos fundamentais lançados nos anos 70: o primeiro em 1972 e o Clube da Esquina 2 em 1978. As obras mesclavam referências de Bossa Nova e Jazz com o tempero regional mineiro.

Entre os maiores clássicos eternizados pelo projeto estão faixas emblemáticas como “Cais”, “San Vicente”, “O Trem Azul”, “Nada Será Como Antes” e “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”.

O legado para novas gerações

Outro talento impulsionado pelo projeto foi Flávio Venturini, que integrou o segundo álbum em 1978. Sobre sua trajetória, o músico declarou: O começo no Grupo Terreiro. Depois o encontro com o Milton Nascimento no Clube da Esquina 2; e nesse meio tempo com todo o Clube da Esquina, né, porque eu gravei com todos e participei do trabalho de todos: Beto Guedes, Lô Borges, Toninho Horta, Tavinho Moura, Tulio Mourão. Admiro muito o Clube da Esquina, que abriu caminho muito também para que eu fizesse o 14 Bis.

Venturini também destacou a versatilidade do coletivo ao afirmar: É, realmente o Clube da Esquina abriu portas porque era um movimento muito aberto em termos de estilo, né? Participava de vários estilos e formatos e música, o que abriu para muita gente fazer uma música pop contemporânea, como foi o caso do Skank e ultimamente do Jota Quest também.

Após colaborar com o grupo, o artista fundou o 14 Bis, onde permaneceu até 1989 antes de iniciar sua carreira solo.

Show comemorativo em Brasília

As atividades do agrupamento original seguiram até 1982, preservando a essência que marcou épocas. Os admiradores da obra terão a chance de reviver os clássicos em 13 de novembro de 2026, durante apresentação de Flávio Venturini ao lado de Samuel Rosa no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília.

O repertório contará com canções como “Espanhola”, “Mais Uma Vez”, “Me Dê Você” e “Ciranda Seco”. Os bilhetes estão disponíveis na página oficial do Festival Estilo Brasil, evento que ocorre a partir de 30 de outubro de 2026 com patrocínio do Banco do Brasil e da Visa.

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