O Clube da Esquina transformou para sempre a identidade sonora de Minas Gerais e conquistou projeção internacional ao unir sensibilidade poética e inovação harmônica nas décadas de 1960 e 1970.
Como nasceu o movimento mineiro
A origem do nome remonta aos anos 60, quando artistas da capital mineira receberam um convite para se apresentar em um estabelecimento voltado para a elite de Belo Horizonte. A resposta de um dos integrantes marcou a história: que o clube deles é aqui mesmo, na esquina.
Desse modo, no cruzamento das ruas Paraisópolis e Divinópolis, no bairro Santa Tereza, consolidou-se o coletivo que revelou ícones como Milton Nascimento, Lô Borges (falecido em 2025), Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso, Tavito e Nelson Ângelo. Hoje, o endereço funciona como um espaço cultural preservado que realiza apresentações e preserva a memória do grupo.
Os discos marcantes e grandes sucessos
Embora funcionasse mais como um coletivo artístico do que como uma banda tradicional, o movimento batizou dois discos fundamentais lançados nos anos 70: o primeiro em 1972 e o Clube da Esquina 2 em 1978. As obras mesclavam referências de Bossa Nova e Jazz com o tempero regional mineiro.
Entre os maiores clássicos eternizados pelo projeto estão faixas emblemáticas como “Cais”, “San Vicente”, “O Trem Azul”, “Nada Será Como Antes” e “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”.
O legado para novas gerações
Outro talento impulsionado pelo projeto foi Flávio Venturini, que integrou o segundo álbum em 1978. Sobre sua trajetória, o músico declarou: O começo no Grupo Terreiro. Depois o encontro com o Milton Nascimento no Clube da Esquina 2; e nesse meio tempo com todo o Clube da Esquina, né, porque eu gravei com todos e participei do trabalho de todos: Beto Guedes, Lô Borges, Toninho Horta, Tavinho Moura, Tulio Mourão. Admiro muito o Clube da Esquina, que abriu caminho muito também para que eu fizesse o 14 Bis.
Venturini também destacou a versatilidade do coletivo ao afirmar: É, realmente o Clube da Esquina abriu portas porque era um movimento muito aberto em termos de estilo, né? Participava de vários estilos e formatos e música, o que abriu para muita gente fazer uma música pop contemporânea, como foi o caso do Skank e ultimamente do Jota Quest também.
Após colaborar com o grupo, o artista fundou o 14 Bis, onde permaneceu até 1989 antes de iniciar sua carreira solo.
Show comemorativo em Brasília
As atividades do agrupamento original seguiram até 1982, preservando a essência que marcou épocas. Os admiradores da obra terão a chance de reviver os clássicos em 13 de novembro de 2026, durante apresentação de Flávio Venturini ao lado de Samuel Rosa no Ulysses Centro de Convenções, em Brasília.
O repertório contará com canções como “Espanhola”, “Mais Uma Vez”, “Me Dê Você” e “Ciranda Seco”. Os bilhetes estão disponíveis na página oficial do Festival Estilo Brasil, evento que ocorre a partir de 30 de outubro de 2026 com patrocínio do Banco do Brasil e da Visa.








