A força da comunicação digital ganhou protagonismo nas Eleições de 2026, com os canais de WhatsApp se consolidando como a principal ferramenta para organizar a militância dos candidatos à Presidência no segundo turno: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A Batalha Jurídica do “Exército do Lula” Criado em abril pelo deputado André Janones (Rede-MG) e coordenado pelo parlamentar, o canal “Exército do Lula” disparou em seguidores após o primeiro turno, alcançando a marca de mais de 10 milhões de inscritos.
A ferramenta de mobilização enfrentou intensa turbulência na Justiça Eleitoral. Em 10 de outubro, a campanha de Flávio acionou o TSE alegando irregularidades e disseminação de desinformação. O processo passou por reviravoltas entre os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Kássio Nunes Marques, que ordenaram quedas e restabelecimentos da página após o registro formal feito pela coligação petista. A última decisão exigiu que a Meta forneça dados sobre a atuação coordenada dos integrantes.
A Resposta com a “Tropa do Flávio” Como reação direta ao sucesso do grupo lulista, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) lançou em 6 de outubro a “Tropa do Flávio”, administrada por ele ao lado do senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO). Atualmente, a comunidade reúne mais de 2,1 milhões de seguidores.
Embora não tenha sofrido suspensão total por já ter informado o endereço eletrônico ao TSE a tempo, o canal bolsonarista foi alvo de contestações jurídicas por parte da coligação de Lula e precisou apagar conteúdos que continham fake news, a exemplo da publicação de um vídeo antigo gravado no Chile que tentava vincular uma jovem a um ato petista na Avenida Paulista.
O impacto das redes sociais na reta final Com milhões de seguidores engajados, essas ferramentas de mensagens instantâneas provaram ser indispensáveis na estratégia dos presidenciáveis, moldando os rumos da campanha eleitoral deste ano por meio da mobilização rápida de simpatizantes.








