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Malévola Alves denuncia assédio após ser detida no Egito

Influenciadora relata abusos cometidos por autoridades locais durante o processo de deportação para o Brasil.

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Malévola diz ter sofrido assédio no Egito em troca de acesso ao celular

A influenciadora digital Malévola Alves revelou ter sofrido episódios de assédio sexual enquanto era conduzida pelas autoridades egípcias para retornar ao Brasil. A criadora de conteúdo, que ficou detida no país por dois dias, descreveu momentos de tensão dentro de um veículo policial.

Relatos de abuso durante a detenção Segundo Malévola, a abordagem das autoridades foi marcada por violência e intimidação. “Quando a gente estava lá no camburão para voltar para o Brasil, eles colocaram a mão no meu peito e queriam assediar a minha amiga. E meio que a gente teve que deixar”, relatou.

A influenciadora explicou que os agentes utilizaram a promessa de devolução de seus aparelhos eletrônicos como moeda de troca para as investidas. “Eles deram a entender que se fizessem alguma coisa conosco, colocassem as mãos no nosso corpo ou fizessem alguma coisa com a gente, a gente teria acesso ao celular, mas foi mentira. Não aconteceu nada disso. Colocaram as mãos nos nossos corpos e, depois disso, a gente foi levada para outra salinha do aeroporto”, afirmou.

Condições precárias e falta de assistência Além do assédio, Malévola denunciou a ausência de suporte básico durante o período em que esteve sob custódia. Ela destacou que não recebeu alimentação ou hidratação, além de ter tido seus pertences retidos. “Não deram água, não deram comida, não deram nenhum tipo de tratamento. Pegaram nossos celulares e pediram a senha”, disse.

Sobre a invasão de privacidade, ela mencionou a preocupação com a exposição da amiga. “Minha amiga ficou morrendo de medo de verem fotos íntimas dela, porque ela ainda não fez a cirurgia genital. E graças a Deus não fizeram essa revista, porque eu acho que poderia ter sido pior”, concluiu.

Contexto da detenção no Egito Malévola Alves retornou ao Brasil na última quinta-feira (22/10), desembarcando no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A influenciadora foi presa em Alexandria na terça-feira (20/10), após autoridades locais alegarem que vídeos postados por ela nas redes sociais continham comportamentos de conotação sexual e assédio a pedestres. A liberação da influenciadora ocorreu após o pagamento de uma fiança estipulada em 110 mil libras egípcias, valor que gira em torno de R$ 10,1 mil. Ao chegar ao país, ela classificou o episódio como um caso de transfobia e maus-tratos.

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