O governo de Cuba levará à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) uma nova resolução para exigir o fim das sanções comerciais aplicadas pelos Estados Unidos. A iniciativa busca apoio internacional para combater o que o país caribenho define formalmente como um “castigo coletivo” promovido por Washington há décadas.
Detalhes da votação na ONU A apresentação do documento está marcada para os dias 27 e 28 de outubro. A informação foi confirmada ao portal pelo embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, que detalhou os preparativos para o debate diplomático na sede da organização internacional.
Histórico das sanções econômicas As restrições econômicas e comerciais impostas à ilha iniciaram na década de 1960, no contexto da Guerra Fria, logo após a aproximação entre Havana e a antiga União Soviética. O bloqueio restringe o acesso ao mercado global e afeta diretamente empresas e bancos estrangeiros com conexões na ilha. Com o recente endurecimento das medidas durante a segunda gestão de Donald Trump na Casa Branca, o território enfrenta graves problemas energéticos, incluindo apagões prolongados e falhas estruturais no sistema elétrico.
Precedentes e impacto diplomático Esta será a 34ª ocasião em que a nação submete um pedido semelhante à Assembleia Geral. Com exceção do ano de 2020, afetado pela pandemia de Covid-19, todas as votações anteriores registraram aprovação da maioria dos países presentes. No ano passado, por exemplo, a medida recebeu 187 votos favoráveis, com oposição exclusiva de Estados Unidos e Israel, além da abstenção da Ucrânia.
O peso político da resolução Apesar da ampla aprovação histórica, as deliberações da Assembleia Geral não possuem força jurídica vinculante para obrigar o cumprimento por parte das nações, prerrogativa restrita ao Conselho de Segurança. Por essa razão, as restrições econômicas permanecem ativas mesmo após décadas de rejeição majoritária na ONU. Ainda assim, a diplomacia cubana enxerga grande relevância política no processo.
“A maioria dos países da Assembleia Geral da ONU votam e expressam sua vontade de se opor a essa política genocida contra Cuba”, disse Palomo. “Acreditamos que é um espaço importante onde a maioria dos Estados do mundo tem a capacidade de simbolizar sua posição moral e ética contra a política genocida dos Estados Unidos”.
Além da questão do embargo, a pauta diplomática cubana inclui debates sobre o impacto da administração Trump, estratégias de enfrentamento à crise interna, assistência humanitária internacional e a conjuntura política brasileira.








