Uma força-tarefa realizada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Animal de Volta Redonda (SMPDA) resgatou 241 bichos em situação de vulnerabilidade durante dois dias de fiscalização no município fluminense.
A segunda fase da operação em agropecuária
Na sexta-feira (16), a segunda etapa da ação batizada de “Animal Não é Produto” culminou no recolhimento de 68 bichos em um comércio agropecuário situado no bairro Aterrado. A mobilização ocorreu após um alerta emitido pelo Ministério Público (MP) e teve a colaboração da Polícia Civil, da Guarda Municipal e da Vigilância Sanitária.
Entre os espécimes salvos estavam hamsters, peixes bettas e aves como periquitos e calopsitas. Os agentes identificaram graves falhas no manejo, tais como falta de limpeza, gaiolas imundas e espécimes mantidos de forma irregular, inclusive empilhados, o que infringe a lei.
“Hoje visitamos mais uma agropecuária e constatamos muitas irregularidades. Já estivemos nesse mesmo estabelecimento em outra ocasião, quando também realizamos a apreensão de animais. O proprietário já responde a um processo e, agora, será responsabilizado novamente pelos fatos apurados. É importante lembrar que animal não é produto”, destacou a chefe da Fiscalização da SMPDA, Ana Cléa Fontes.
Condições sanitárias precárias e ração com larvas
O cenário no local alarmou os especialistas que integravam a equipe de fiscalização. O armazenamento inadequado de alimentos gerou grande preocupação entre os técnicos presentes.
“Encontramos animais em condições sanitárias bastante precárias. O armazenamento da ração era totalmente inadequado, com presença de larvas. Também constatamos falta de circulação de ar e um cheiro muito forte. É uma situação realmente muito delicada”, afirmou o médico-veterinário da SMPDA, Flávio Esteves.
Após o resgate, os bichos passaram por triagem e exames médicos para depois serem direcionados a fiéis depositários de acordo com as exigências legais. O estabelecimento comercial teve as portas lacradas e só poderá reabrir após cumprir todas as exigências de regularização. O dono foi conduzido à 93ª Delegacia de Polícia, prestou depoimento e foi liberado, mas responderá na Justiça pelas infrações.
Balanço total e primeira etapa da ação
Somando as duas etapas da força-tarefa, a operação alcançou a marca de 241 bichos retirados de locais inadequados. No dia anterior, quinta-feira (15), a primeira fase já havia contabilizado o resgate de outros 173 espécimes submetidos a maus-tratos.
A prefeitura lembra que a colaboração da sociedade é fundamental para coibir abusos, e denúncias podem ser encaminhadas por meio do número telefônico 156.
“Animal não é mercadoria e não pode ser tratado como produto. Estamos atuando para combater os maus-tratos e garantir que todos os animais tenham condições dignas de vida, com higiene, espaço adequado e os cuidados veterinários necessários. Essa operação demonstra que as denúncias são levadas a sério e que o poder público vai agir sempre que houver indícios de irregularidades. Nosso compromisso é proteger os animais e responsabilizar quem desrespeita a legislação”, afirmou o secretário municipal de Proteção e Defesa Animal, Paulinho AP.








