Ao longo de sete décadas no trono britânico, a falecida rainha Elizabeth II esteve diante de milhares de pessoas que a reverenciavam. No entanto, um acontecimento marcou a história há 25 anos, quando a monarca rompeu o severo protocolo real ao inclinar a cabeça como demonstração de respeito à princesa Diana, durante o funeral realizado em 6 de setembro de 1997.
O cortejo fúnebre e o adeus a Lady Di Milhões de espectadores acompanharam ao vivo pela televisão o momento em que a carruagem com o caixão de Lady Di passou em frente ao Palácio de Buckingham. A princesa faleceu aos 36 anos, em 31 de agosto de 1997, vítima de um trágico acidente de carro em Paris, no qual também estava o seu namorado, Dodi Al Fayed. Na época, os príncipes William e Harry tinham apenas 15 e 12 anos, respectivamente.
Mesmo já divorciada do então príncipe de Gales — atual rei Charles III —, Diana foi sepultada na propriedade de sua família, na Althorp Estate, situada em West Northamptonshire, recebendo honras de Estado.
O histórico gesto que surpreendeu o mundo O caixão seguiu do Palácio de Buckingham em direção à Abadia de Westminster, local onde ocorreu a cerimônia de despedida. Enquanto Charles e os príncipes William e Harry caminharam a pé no cortejo, a soberana e outros parentes assistiram à passagem do féretro pelos portões oficiais.
Nessa ocasião específica, a rainha abaixou a cabeça em sinal de reverência à memória da princesa. Enquanto o restante da família real manteve a postura erguida, a atitude de Elizabeth II ecoou globalmente.
Em declaração concedida ao portal My London, o apresentador da série documental italiana Ulisse, Alberto Angela, definiu o ato da monarca como uma imagem altamente simbólica.
“Estamos em frente ao portão do Palácio de Buckingham. É sabido que diante da Rainha, símbolo da unidade nacional, todos se curvam. Mas naquele dia, foi Elizabeth quem inclinou a cabeça em sinal de respeito pela passagem do caixão de Diana, a mulher que, mais do que qualquer outra, desafiou as convenções do Palácio”.
O especialista também destacou a habilidade da rainha em priorizar o dever institucional em um período em que a realeza britânica enfrentava forte pressão popular e críticas intensas, potencializadas pelo legado de Lady Di.
“Mesmo na hora mais sombria, Elizabeth colocou sua missão em primeiro lugar e demonstrou que consegue encontrar inspiração até no confronto mais doloroso, aquele com a mulher que conquistou o coração de seus súditos”.
Para concluir, o comentarista avaliou que o episódio delicado acabou servindo para consolidar a instituição monárquica a longo prazo.
“A partir desse momento dramático, a monarquia sairá ainda mais forte”, afirmou.








