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Trabalho infantil no Brasil cai 9,2% em 2025 e atinge 1,5 milhão

Levantamento aponta que o país registrou o menor índice da série histórica, mas desigualdades raciais e de gênero persistem

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Trabalho infantil cai 9,2% no país em 2025, mas ainda atinge 1,5 milhão

O Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil no ano de 2025, o que representa 4% da população nessa faixa etária, segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O contingente sofreu uma retração de 9,2% em comparação com 2024, quando havia 1,65 milhão de menores nessa condição, resultando em uma diminuição de 151 mil jovens afetados.

Panorama estatístico e a série histórica Com esses números, 2025 estabelece o menor percentual de menores inseridos precocemente no mercado de trabalho na série histórica. Nos períodos anteriores, a taxa havia sido de 4,3% em 2024 e o piso anterior pertencia a 2023, quando marcou 4,2%. Do total apurado, 1,141 milhão de indivíduos exerciam atividades econômicas, enquanto 358 mil atuavam exclusivamente na produção para o próprio consumo. Os dados pertencem ao módulo experimental voltado ao Trabalho de Crianças e Adolescente de 5 a 17 anos, integrado à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Desigualdades de raça e gênero O mapeamento demográfico revela que dois terços, ou seja, 67% do total de jovens de 5 a 17 anos nessa situação, são pretos ou pardos, ao passo que os brancos representam 32%. No recorte de gênero, os rapazes formam 65,4% dos trabalhadores infantis e as moças somam 34,6%. A queda anual foi de 10% entre os rapazes — passando de 1,089 milhão para 980 mil — e de 7,5% entre as garotas, que recuaram de 561 mil para 519 mil.

Diferenças de rendimento e cortes regionais Em relação aos ganhos financeiros, o rendimento médio registrado entre os trabalhadores do sexo masculino alcançou R$ 1.006, ao passo que o público feminino obteve uma média de R$ 782, fechando a média geral em R$ 967. Na divisão por cor ou raça, a remuneração média dos pretos ou pardos ficou em R$ 925, contra R$ 964 pagos aos brancos. No panorama geográfico, as reduções mais expressivas nos índices de exploração laboral de pessoas de 5 a 17 anos, na comparação com 2022, ocorreram no Nordeste, com baixa de 29,2%, e no Centro-Oeste, com retração de 20,5%.

Impacto dos programas sociais O levantamento também mapeou a abrangência de programas de transferência de renda no país. Cerca de 13,1 milhões de indivíduos de 5 a 17 anos moravam em residências contempladas pelo Bolsa Família durante o ano de 2025, montante que corresponde a 34,7% da população total nessa faixa etária.

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