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Bulgária convoca embaixadora russa após ataque a navio

Embarcação de propriedade ucraniana e bandeira maltesa foi atingida por três drones na costa búlgara durante a madrugada.

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Bulgária convoca embaixadora russa após ataque a navio ucraniano no país

O governo da Bulgária convocou a representante diplomática da Rússia para prestar esclarecimentos após uma embarcação comercial ligada à Ucrânia ser atingida por drones na costa búlgara na madrugada desta terça-feira (13/10). O navio navegava sob bandeira maltesa e sofreu danos materiais significativos no incidente.

Repercussão diplomática e acionamento da Otan

A convocação de embaixadores é tratada no direito internacional como um gesto formal de reprimenda. Atualmente, a representação diplomática russa no território búlgaro é liderada por Eleonora Valentinovna, que ocupa a função desde o ano de 2021.

O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, manifestou preocupação com a ocorrência e criticou a ação. “O mais recente ataque a um navio comercial nas imediações das águas territoriais da Bulgária é absolutamente inaceitável […] Não temos provas claras e conclusivas para atribuir responsabilidade a qualquer um dos lados. No entanto, como já afirmei, a lógica sugere que o resultado beneficia a Federação Russa. Portanto, convocarei a embaixadora russa para uma reunião hoje”, declarou Rumen Radev, primeiro-ministro da Bulgária.

Detalhes do resgate da tripulação

A embarcação atingida foi identificada como Chelsea 3, que sofreu impactos no convés e na lateral provocados por três veículos aéreos não tripulados. As autoridades locais confirmaram que a operação de salvamento foi concluída com sucesso.

“Todos os 15 tripulantes — sete ucranianos e oito azerbaijanos — foram transportados em segurança para o porto de Varna”, informou o premiê búlgaro. Dos profissionais resgatados, cinco necessitaram de atendimento médico devido ao impacto da ocorrência.

Investigação e contexto regional

As autoridades da Bulgária comunicaram formalmente a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a União Europeia sobre o episódio. Perícias continuam em andamento para tentar identificar a origem exata dos dispositivos utilizados na ofensiva.

O incidente ocorre em um momento de acentuado desgaste diplomático e de segurança entre nações europeias e o governo russo, alimentado pelo prolongamento do conflito no território ucraniano. Recorrentes episódios envolvendo drones, alertas aéreos e suspeitas de sabotagem têm mobilizado autoridades na Alemanha, na Lituânia, na Polônia e na região do mar Báltico, elevando o nível de alerta militar em toda a Europa Oriental.

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