Aos 50 anos, a apresentadora Patrícia Poeta reflete sobre sua trajetória na televisão, os desafios enfrentados desde o início da carreira e a rejeição aos velhos estereótipos sobre a maturidade feminina.
Os desafios do início e o trabalho duro Nascida no interior do Rio Grande do Sul, a jornalista relembrou que precisou trabalhar de graça no início para conseguir experiência e que mudou-se para São Paulo sozinha carregando fitas cassete debaixo do braço. Ela prefere definir sua trajetória pelo esforço diário do que pelo rótulo de sucesso.
“Foram noites sem dormir, estudando muito, trabalhando muito, sem curtir finais de semana em família e com amigos. Tudo na vida tem ônus e bônus”, pontuou. Ela ainda completou: “O trabalho me deu uma carreira, credibilidade, reconhecimento, experiência e vivência. Me deu muitas coisas que, somadas ao longo dos anos, construíram o que hoje algumas pessoas chamam de sucesso, mas que eu chamo de trabalho duro.”
Resiliência diante das cobranças A famosa destacou que a insegurança e a necessidade constante de provar seu valor marcaram seus primeiros passos na profissão, especialmente em um ambiente onde mulheres frequentemente enfrentam maiores exigências. Apesar das dificuldades e dos momentos de dúvida, a vontade de seguir em frente sempre falou mais alto.
“Eu podia ter dúvida, medo, saudade, podia até chorar, mas nunca deixei que nada disso fosse maior do que a minha vontade de continuar”, afirmou.
Novas experiências aos 50 anos Consolidada à frente do programa matinal Encontro e com passagens marcantes pelo jornalismo, Patrícia rejeita a ideia de que a chegada aos cinquenta anos exija uma diminuição no ritmo de trabalho ou nas ambições pessoais, tendo recentemente estreado até mesmo como modelo em Nova York.
Questionada sobre a cobrança para desacelerar, ela disparou: “Aos 50, eu sinto que estou só no meio do meu caminho. Só no meio. E ainda tem muita coisa para viver.”








