O grupo extremista iemenita Houthis emitiu um novo comunicado neste domingo (11/10) aconselhando passageiros, companhias aéreas e funcionários a se manterem afastados do espaço aéreo e dos terminais aeroportuários da Arábia Saudita, sinalizando que novas ofensivas podem acontecer na região.
Alerta militar reforçado no Iêmen
O aviso foi veiculado por meio de uma postagem na rede social X pelo porta-voz militar Yahya Saree. O representante destacou que as rotas civis estão vulneráveis a ações bélicas.
“As Forças Armadas Iemenitas renovam seu aviso a todas as companhias de navegação aérea, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes para que não utilizem os aeroportos e o espaço aéreo sauditas, pois eles estão expostos a ataques e são palco de operações por parte de nossas forças, com exceção dos aeroportos de Meca, a Nobre, e Medina, a Iluminada”, afirmou.
Impactos e paralisação nos terminais
Em decorrência da ameaça e dos danos estruturais provocados por um recente bombardeio, a Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita (GACA) determinou a suspensão das atividades no local. De acordo com informações da plataforma de monitoramento de tráfego Flightradar24, a interrupção das operações foi prorrogada até as 21h do horário local.
A investida anterior, realizada com mísseis contra o aeroporto de Riad, resultou em 12 mortes e deixou cerca de 300 pessoas feridas. Dados divulgados pela GACA apontam que o grupo de vítimas fatais inclui quatro cidadãos sauditas, além de estrangeiros de nacionalidades de Bangladesh, Estados Unidos, Egito, Jordânia, Síria, Palestina e Sudão.
Escalada de tensões no Oriente Médio
O histórico de hostilidades entre os rebeldes e o governo saudita remonta a quase uma década, período marcado pela intervenção militar liderada por Riade para barrar o avanço rebelde. Embora uma trégua mediada pela ONU em 2022 tenha trazido alívio temporário, as tensões voltaram a subir recentemente.
Além dos bombardeios terrestres, os insurgentes intensificaram o cerco a embarcações comerciais no Mar Vermelho, comprometendo rotas cruciais para o abastecimento global e o transporte marítimo internacional na faixa do estreito de Bab el-Mandeb.








