A união de altas temperaturas e precipitações constantes recolocou Volta Redonda em estado de atenção para a proliferação do vetor da dengue, chikungunya e Zika. A Secretaria Municipal de Saúde reforçou as diretrizes de prevenção com o objetivo de barrar uma escalada expressiva nas notificações da doença, relembrando os impactos severos da epidemia de 2024, que resultou em quase 6 mil óbitos no Brasil e mais de 230 no território fluminense.
Histórico de epidemias e projeções futuras Em 2024, o país encarou o maior surto de sua história recente, contabilizando 6.484.890 casos prováveis e 5.972 mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde. No estado do Rio de Janeiro, o cenário foi igualmente crítico com 302.316 casos prováveis, 9.703 internações e 232 óbitos. Embora o Brasil tenha indicado recuo nas notificações em 2026 — registrando cerca de 470,5 mil casos até setembro —, projeções do InfoDengue e da Fiocruz apontam que o país poderá atingir 1,7 milhão de casos em 2027.
Cuidados essenciais dentro de casa O Departamento de Vigilância Ambiental alerta que o clima chuvoso e quente acelera o ciclo de reprodução do vetor, exigindo vistorias constantes em calhas, ralos, vasos de plantas e bandejas de geladeira. O coordenador da Vigilância Ambiental, Silmar Ferreira Gomes, destaca que a participação dos moradores é fundamental para reduzir a circulação do Aedes aegypti.
“A colaboração de cada morador é essencial para reduzirmos a proliferação do mosquito e os casos da doença. São pequenas atitudes no dia a dia que fazem toda a diferença no combate ao Aedes aegypti”, afirmou.
Sintomas e tratamento seguro A infecção pode causar febre alta, dores musculares, cefaleia, exantema e prostração, exigindo busca imediata por atendimento médico aos primeiros sinais de agravamento. A automedicação com ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios é terminantemente desaconselhada devido ao risco ampliado de hemorragias.
Balanço e medidas preventivas Dados consolidados demonstram a magnitude da doença: * Brasil em 2024: 6.484.890 casos prováveis e 5.972 mortes. * Estado do Rio em 2024: 302.316 casos prováveis, 9.703 internações e 232 mortes. * Brasil em 2026: 470,5 mil casos até 26 de setembro, com 49% dos municípios avaliados em alerta.
A manutenção da limpeza em recipientes e a vistoria semanal de quintais permanecem como as armas mais eficazes para proteger a população e evitar novos colapsos na rede de saúde.








