A Justiça eleitoral determinou que a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) remova imediatamente uma publicação de suas redes sociais na qual vinculava o Partido dos Trabalhadores à criação e à distribuição de cartazes com ataques à sua imagem fixados em abrigos de ônibus no Distrito Federal.
Decisão da Justiça Eleitoral
O mandado foi expedido pelo juiz Carlos Alberto Martins Filho, integrante do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), em despacho assinado na última sexta-feira (9/10). O material impresso investigado continha os dizeres “Celina Leão corrupta” acompanhados da instrução “Vote conscien13”.
Em sua argumentação, o magistrado pontuou que a presença de elementos visuais ou numéricos remetentes à legenda petista “não constitui, isoladamente, prova suficiente de que tenham sido confeccionados ou distribuídos pelo respectivo partido”.
Restrições impostas à campanha
Apesar de reconhecer o direito da chefe do Executivo local de denunciar propagandas irregulares e pedir apuração sobre os fatos, o juiz frisou que tal prerrogativa “não autoriza, sem suporte probatório minimamente consistente, imputar diretamente a autoria da conduta a determinada agremiação partidária”.
Além da exclusão imediata do conteúdo, o magistrado proibiu a candidata de “republicar o mesmo vídeo ou conteúdo substancialmente idêntico que reproduza a imputação categórica de autoria ora examinada, sem prejuízo da livre manifestação sobre fatos devidamente fundamentados”.
Ação policial e investigações
Logo após o surgimento dos materiais, a equipe jurídica da governadora registrou ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Câmeras de segurança registraram a atuação de dois suspeitos na noite de quarta-feira (7/10), o que auxiliou na identificação dos envolvidos e na apreensão do automóvel empregado na ação.
Uma mulher de 27 anos foi interrogada pelas autoridades e liberada em seguida. No dia seguinte (8/10), um homem de 39 anos apontado como coautor na colagem dos papéis prestou depoimento na 35ª DP, situada em Sobradinho, tendo seu carro apreendido. A corporação conduz o inquérito sob suspeita de dano ao patrimônio público e injúria eleitoral.
Posicionamento oficial
Por meio de nota oficial, a chapa adversária rechaçou qualquer envolvimento com o episódio. A campanha de Leandro Grass afirmou que “não produziu nem distribuiu esse material”. “Não é responsável por ele”, enfatizou.








