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Menino atropelado por policial bêbado passa por cirurgia de 7h

Criança de 9 anos sofreu traumatismo cranioencefálico após viatura descaracterizada furar o sinal vermelho na zona norte da capital.

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Menino atropelado por policial bêbado foi operado por 3 cirurgiões em 7h

Um garoto de 9 anos precisou passar por uma complexa cirurgia de sete horas, conduzida por três especialistas, após ser atingido por uma viatura na zona norte de São Paulo. A força do impacto resultou em traumatismo cranioencefálico, fratura na perna e suspeita de hemorragia interna na vítima.

Detalhes do procedimento médico A gravidade do caso exigiu a atuação conjunta de um neurocirurgião, um ortopedista e um cirurgião geral. A situação clínica da criança foi detalhada à Corregedoria pela médica Marcella Suassuna, do Hospital das Clínicas, confirmando a alta complexidade do procedimento. O paciente permanece internado em estado grave.

O atropelamento na faixa O acidente aconteceu em 30 de setembro, na Avenida Cruzeiro do Sul. Imagens de segurança registraram quando mãe, o menino e a irmã esperavam o semáforo fechar para pedestres. O veículo oficial, descaracterizado e conduzido pelo investigador Douglas Willian Pedroso, lotado no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), avançou o sinal vermelho em alta velocidade e atingiu a família na faixa. O para-choque da viatura ficou partido ao meio devido à força da batida.

O motorista fugiu do local sem prestar socorro imediato, retornando apenas após ser interceptado por um motoboy que testemunhou o crime de trânsito.

Indiciamento por dolo eventual Após a análise de laudos periciais, depoimentos e registros em vídeo, a Corregedoria Geral da Polícia Civil alterou a acusação inicial de crimes de trânsito e lesão corporal culposa. O condutor foi indiciado por três tentativas de homicídio com dolo eventual, situação na qual o motorista assume o risco de matar.

A investigação aponta que o agente dirigia embriagado, em velocidade inadequada para o trecho e desrespeitou a sinalização. Em sua defesa, o policial negou o consumo de álcool, alegando que o semáforo estava aberto e que pensava ter colidido contra um objeto. A defesa técnica não foi localizada para comentar o caso.

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